METEOROLOGIA APONTA FRACA CHUVA EM SETEMBRO E RECOMENDA DIVERSIFICAÇÃO AGRÍCOLA

O Ponto Focal da Previsão Sazonal Climática do Serviço Meteorológico da Guiné-Bissau, Cherno Luís Mendes, disse que a previsão meteorológica para o mês de setembro aponta para fraca chuva em comparação aos últimos trinta anos, no país.

Em entrevista ao semanário O Democrata, esta terça-feira, 17 de agosto de 2021, Cherno Luís Mendes explicou que a possibilidade de fraca chuva, nos últimos anos, tem a ver com as mudanças climáticas que permitiram a precursão quer a nível de precipitação quer a nível de temperatura, informando que as projeções apontam para o aumento de temperatura nos próximos tempos e a diminuição de precipitação. Quando “assim é a situação é preocupante”.

“O ano transato foi um ano excecional. Choveu muito. Mas este ano, não vamos ter muita chuva, devido à alteração climática. Ora, quanto à temperatura, há tendência de aumento da mesma. É uma situação global. Tem a ver com o aquecimento global. Vamos continuar a ter temperaturas, mesmo que chova” disse, explicando que o vento terá o mesmo comportamento que o ano transato, a não ser que ocorram casos excecionais.

Cherno Luís Mendes apelou aos agricultores a diversificarem a produção, por a tendência apontar para fraca chuva nos próximos meses, lembrando que o arroz precisa de muita água para completar o seu ciclo vegetativo.

O Ponto Focal da Previsão Sazonal Climática disse também que os agricultores não fazem a gestão rigorosa de águas nas bolanhas, alertando que, no final de setembro, vai se registar a maré forte, podendo a água salgada entrar nas bolanhas, estragando o cultivo de arroz.

Mendes prevê ainda a baixa produção, devido à escassez de água nas bolanhas.

“Se os agricultores continuarem a pautar apenas na produção de arroz, obviamente, vamos continuar a enfrentar a fome no país. É preciso diversificar a produção, de acordo com as condições climáticas. Se não mudarmos o comportamento, futuramente vamos passar fome. Noutros países, o arroz era também a base da dieta alimentar. Mas hoje, não só continuam a cultivar o arroz, mas também o feijão, o milho, a batata etc.”.

Por: Tiago Seide

Foto: TS

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