ANAPROMED DENUNCIA MORTE DE ASSOCIADA QUE INTERROMPEU TRATAMENTO MÉDICO PARA RECEBER SEU SALÁRIO

A Associação Nacional de Proteção de Empregadas Domésticas (ANAPROMED) denunciou na segunda-feira, 23 de agosto de 2021, a morte de uma das associadas da organização, auxiliar de serviços gerais de uma das escolas públicas, que teria sido obrigada a sair do hospital e deslocar-se à escola para receber apenas um mês dos dez anos de salários em atraso.

A denúncia foi tornada pública em conferência de imprensa por Sene Bacai Cassamá, Presidente da ANAPROMED, na qual revelou que a malograda fazia parte do grupo de funcionários, auxiliares de serviços gerais, barricados em frente ao Ministério da Educação Nacional (MEN). Bacai Cassamá informou que a malograda estava internada no hospital Militar, mas depois de ter recebido a informação sobre o pagamento, terá enviado o seu próprio filho com a confirmação do relatório  médico para receber o dinheiro, mesmo assim ter-lhe-ão recusado o pagamento.

De acordo com Sene Bacai Cassamá, em consequência desse comportamento, a ex-funcionária do MEN teve que se deslocar do hospital com “Soro” na mão para receber o seu  salário e quando lá chegou nem conseguiu assinar as papeladas.

“Uma situação agravada pelos abanos e safanoes do em que se fez deslocar devido às màs condiçoes da estrada, não conseguiu resistir, acabando por falecer a caminho do hospital militar, onde estava internada”, denunciou Bacai Cassamá.

Perante estes fatos, Sene Bacai Cassamá responsabilizou os responsáveis da Comissão do pagamento dos trabalhadores das escolas pela morte da mulher.   

Sem precisar a data da morte, o ativista social considerou triste “a tamanha irresponsabilidade” da Comissão pela  morte de uma funcionária  que deixou seu dinheiro dos dez anos.

Segundo Cassamá, na sequência das reivindicações feitas pela ANAPROMED relativas aos dez anos de salários em atraso aos trabalhadores domésticos, o governo comprometeu-se que pagaria dois meses, mas  até ao momento honrou apenas um mês desde que iniciou o processo a  04 de agosto em curso.

“A dívida que o Estado tem para com os auxiliares de serviços gerais, é de dez anos. Estranhamente pagaram somente um mês de salário, mesmo assim nem todos receberam”, lamentou.

Por: Carolina Djemé

Fotos: C.D  

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