IDRIÇA DJALÓ ACUSA BOTCHE CANDÉ DE DISSEMINAR A COVID-19 NA GUINÉ-BISSAU

O presidente do Partido da Unidade Nacional (PUN), Idriça Djaló, acusou esta quarta-feira, 01 de setembro de 2021, o ministro do Estado, do Interior e da Ordem Pública, Botche Candé, de ser um dos disseminadores da Covid-19 na Guiné-Bissau, através de comícios e eventos políticos que tem realizado desde o início da pandemia.

Idrissa Djaló disse  que o governo falhou em estabelecer medidas e na gestão da crise sanitária. Também criticou os partidos e dirigentes políticos guineenses,  por não terem tido um comportamento exemplar na luta contra o novo coronavírus.

O político fez estas críticas em conferência de imprensa  em reação às medidas restritivas constantes do decreto do governo, publicado no passado dia 27 de agosto, que determinou o estado de calamidade  por um período de  15 dias.  

O líder do PUN criticou a forma como o governo está a lidar com a pandemia e considera “exageradas” as medidas do governo sobre a população, tendo em conta o “uso da força de proteção abusiva, restringindo a liberdade aos cidadãos”.  

Para Djaló, atualmente as cidades capitais da Guiné-Bissau parecem-se com cidades em guerra, porque “as forças de segurança e da  ordem pública estão armadas até aos dentes em patrulhamento como se o país estivesse em guerra”.

“As imagens que estamos a ter da nossa população a caminhar quilómetros a pé carregando os seus pertences sob chuva, não são imagens de um país que está a confrontar a pandemia, mas sim, de um país em guerra, tornando a vida da população ainda mais sufocada, com as medidas de restrição que afetam as atividades económicas das populações,  particularmente das mulheres vendedeiras”, salientou”.

Idriça Djaló lamentou que o executivo tenha implantado, no país, um sistema policial para  criar medo e fazer calar particularmente os líderes políticos.

O presidente do PUN acusou ainda o Estado guineense de decretar o estado de calamidade e imposto medidas restritivas sem ter em consideração a vida da população e das camadas mais vulneráveis, que vendem diariamente para garantir os seus sustentos.

Perante estes fatos, exigiu que se  priorize a campanha de vacinação em todo o território e que se esclareça publicamente  a aplicação do dinheiro disponibilizado e os materiais doados para combater a covid-19.

À população Djaló recomenda o cumprimento  das medidas estabelecidas pelas autoridades sanitárias, nomeadamente,  o uso obrigatório de máscaras, lavar frequentemente as mãos com água e sabão, lixívia  ou álcool gel, e a vacinarem-se, porque “é o único meio para travar a pandemia”.

Por: Epifânia Mendonça

Foto: Tiago Seide

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