CATARINA TABORDA DISSE QUE AS RECLUSAS SÃO SERES ESQUECIDAS

A Presidente da Fundação Catarina Taborda, Catarina Taborda, disse esta terça-feira, 05 de outubro de 2021, que as reclusas guineenses são seres praticamente esquecidas e acredita que cada mulher “tem um futuro melhor e merece uma segunda oportunidade, uma atenção especial e amparo e acredita na restauração do homem”.

A ativista humanitária falava após a entrega de roupas ao centro prisional da Polícia Judiciária de Bandim às prisioneiras daquela instituição, no quadro da campanha “Outubro Rosa” para a sensibilização e prevenção do cancro de mama, iniciada esta terça e que deverá decorrer durante todo o mês de outubro com o objetivo de conscientizar a camada feminina sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama e do câncer do colo do útero.

A ativista explicou que a visita e a palestra realizada no centro de detenção de Bandim, enquadram-se na campanha de sensibilização e prevenção do cancro de mama, de forma a mostrar aos reclusos que não estão esquecidos pela sociedade, adiantando que a sua organização está disposta a ajudá-los na sua reinserção na sociedade após cumprirem as suas penas.

Disse também que doaram fatos de treino, tendo em conta as informações sobre as condições dos centros prisionais.

“Nós não temos meios para melhorar as condições das celas, mas podemos doar alguns equipamentos de forma a diminuir as dificuldades que estas mulheres enfrentam”, disse e contou que, durante o mês de outubro, a sua organização promoverá várias atividades, como o rastreio gratuito do cancro, caminhada rosa e palestras de orientação e prevenção dos cancros.   

O chefe de Guarda Prisional de Centro de Detenção da Polícia Judiciária de Bandim, Demba Só, agradeceu o gesto e considerou-o exemplar, uma vez que a fundação não se limitou apenas a entregar roupas, mas também fez uma palestra com os reclusos daquele estabelecimento prisional.

Pediu também mais apoios de género, no sentido de ajudar os prisioneiros a estarem mais perto da sociedade e de estarem mais preparados na inserção na sociedade, apesar de estarem em conflito com a lei.

Por: Epifânia Mendonça

Foto: E.M

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