CUMPLICIDADE DAS AUTORIDADES FACE À AGRESSÃO CONTRA FLORESTA

Enquanto o povo guineense aguarda com impaciência pela ida às urnas a 13 de Abril próximo, continuam desfilar nas nossas matas centenas de contentores de madeiras para estrangeiro. O povo assiste passivamente a esta agressão inaceitável contra o nosso património coletivo enquanto o Estado dorme no silêncio de ídolos. Na sequência de denúncias feitas por Organizações Não Governamentais nacionais sobre a prática de cortes abusivas de madeiras por ditos “empresários obscuros estrangeiros”, o actual governo havia anunciado na altura medidas firmes de estancar o flagelo. Infelizmente, passados vários meses, os fantoches empresários em cumplicidade com figuras de autoridades Civis e Militares guineenses, continuam a desafiar o “poder público” completamente ausente ou imponente. Cada dia saiem, de diferentes cantos do país, dezenas de comiões carregados de contentores com destino ao Porto de Bissau para o efeito de exportação. Uma violação flagrante da lei florestal que proíbe a exportação de madeiras em bruto.  Em nome de interesses pessoais e particulares, a riqueza nacional é vandalizada criminosamente por indivíduos que nada fizeram para este povo. O mais triste nesta história toda, é a passividade do homem guineense que não gosta de assumir a sua responsabilidade. O guineense gosta de comentar e murmurar nos corredores, nas baracas e contentores, em voz baixa. Basta desta atitude cobarde! Este país é nosso e a sua vasta riqueza pertence a este povo e não apenas aos criminosos que escondem atrás da máfia para se enriquecer. Não podemos permitir que, por medo ou por cumplicidade, o nosso futuro coletivo seja posto em perigo por indivíduos que nada fizeram para merecer o respeito deste povo. A gritante incapacidade das autoridades nacionais a combater esta prática tem só uma explicação: Os empresários de madeiras subordinam tudo e todos para perpetuar este comércio. É esta a cumplicidade que sustenta a prática que gera bilhões de francos para bolsos privados.  Onde estão os famosos agentes da Guarda Nacional que, em algumas semanas em 2012, neutralizaram  “Os como é que é”, bandos de jovens, que semeavam a desordem nos bairros de Bissau? Os contentores de madeiras são transportados a luz do dia e ninguém reage. Incrível este país que deixou de ter homens valentes em detrimento de homens cobardes e oportunitas. Uma coisa é bom sempre guardar em mente, nos nossos dias a esperança de vida física na terra não chega os 200 anos; portanto tudo o que fizermos para ter glória nesta vida terrestre vai passar e havemos de morrer. E mais, a Guiné-Bissau como país, vai mudar um dia pela positiva. Haverá a autoridade de Estado neste território e não temos a dúvida que os criminosos pagarão pelos males cometidos. Quem pensa o contrário está estrondosamente engonado.  Quem te avisa, teu amigo é.

Por: Redação

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