A REPRESENTAÇÃO DA FAO NA GUINÉ-BISSAU APOIA A LUTA CONTRA A SUBNITRIÇÃO E A INSEGURANÇA ALIMENTAR NA GUINÉ-BISSAU

Várias regiões e famílias da Guiné-Bissau são afectadas pela subnutrição e insegurança alimentar. A subnutrição e a insegurança alimentar constituem graves problemas na Guiné-Bissau e acontecem inesperadamente e de forma recorrente. Trata-se de uma situação caracterizada pela dificuldade de acesso aos alimentos de qualidade nutritiva por parte de certos agregados domésticos e ou indivíduos, o que se traduz em altas taxas de subnutrição e de repercussões sobre o estado nutricional da população. O Governo decidiu tomar medidas com vista à encontrar soluções duráveis, com o apoio de parceiros, quer nacionais ou internacionais. A FAO dispõe de uma perícia real e de vantagens comparativas, mundialmente reconhecidas e constitui um parceiro privilegiado para lutar contra a subnutrição e a insegurança alimentar na Guiné-Bissau.

ZONAS E POPULAÇÕES MAIS VULNERÁVEIS NA GUINÉ-BISSAU

A maioria de estudos realizados no país demonstra que a subnutrição e a insegurança alimentar são fenómenos de amplitude nacional na Guiné-Bissau. A subnutrição e a insegurança alimentar são mais frequentes no meio rural onde a pobreza é mais acentuada. As regiões são afectadas por níveis variáveis, e sobretudo as zonas Norte e Leste sofrem mais com esses problemas. Uma avaliação recente efectuada em Agosto e Setembro de 2013 pelo PAM, FAO e pela ONG PLAN Internacional, demonstrou que cerca de 29% de agregados domésticos rurais são afectados pela insegurança alimentar, dos quais 5% por uma insegurança severa e 24% por uma insegurança alimentar moderada. O fraco rendimento agrícola bem como a fraca diversificação de produção à nível da agricultura familiar, particularmente expõem as populações à um estado preocupante de subnutrição e de insegurança alimentar.

As mulheres, os jovens e as crianças constituem os grupos-alvos mais afectados pela subnutrição e insegurança alimentar devido ao fraco estatuto da mulher na sociedade o que a impede de beneficiar de uma boa educação, de um emprego e de fontes de rendimento incessantes e que por sua vez, a impede de fazer face às despesas de alimentação em geral. A pobreza é mais acentuada entre mulheres e consequentemente isso incide sobre a alimentação da família, particularmente a das crianças, por quem elas são responsáveis.

 

Luta contra subnutrição e insegurança alimentar na Guiné-Bissau: Hortas escolares e comunitárias

À pedido do Ministério de Agricultura, o Escritório da FAO na Guiné-Bissau contribui com um apoio na luta contra a subnutrição e insegurança alimentar no país. Neste contexto, a FAO financia um projecto virado para o desenvolvimento de hortas escolares e comunitárias nas regiões de Oio, Bafatá, Gabú e Caheu. O projecto terá a duração de 18 meses. Abrange as regiões mais afectadas pela subnutrição e insegurança alimentar e, visa directamente 60 escolas e 5000 alunos e suas mães.

A escolha da escola é muito estratégica pois trata-se de um lugar de aprendizagem por excelência, a de bons hábitos alimentares e nutricionais. Os alunos são de uma idade onde lhes convém que adquiram novos hábitos alimentares consumindo frutas e legumes para que posteriormente possam reproduzir tais hábitos no seio de suas famílias e comunidades. Além disso, a actividade de horticultura permite o estímulo de uma aprendizagem por via de prática. Sob o plano estritamente nutricional, os produtos provenientes da horticultura (frutas e legumes) são consumidos nas próprias cantinas escolares ou com famílias em suas próprias casas, o que contribui no combate à carências em micro-nutrientes, necessários ao crescimento saudável das crianças e à melhoria de seu desempenho académico. A relação entre hortas escolares e comunitárias permite que escolas beneficiem do excedente da produção hortícola proveniente das comunidades, particularmente através de sistema de compras locais. O excedente da produção ao nível das escolas é comercializado e permite â tais escolas de dispor de fundos para a gestão das mesmas.

As comunidades visadas ou seja as comunidades alvo no âmbito deste projecto da FAO, podem beneficiar de uma diversificação da sua produção através de hortas comunitárias ou de compartilhamentos, o que permitirá a longo prazo, melhorar os rendimentos dos beneficiários bem como o seu regime alimentar (através da educação nutricional e da adopção de boas práticas e hábitos alimentares no seio das próprias famílias). Afim de que este projecto possa obter bons resultados, deverá beneficiar da participação e implicação de todas as partes concernentes, nomeadamente e Estado da Guiné-Bissau, os Ministérios técnicos nesta parceria, todas as Associações Comunitárias, as próprias Escolas que dele fazem parte, as Organizações da Sociedade Civil, os Parceiros Técnico-Financeiros bem como os Investidores, os Fornecedores de Recursos, pois que um dos objectivos da fase piloto do projecto é o de elaborar um Programa Nacional de Desenvolvimento de Hortas Escolares, Familiares e Comunitárias como um contributo relativamente à erradicação da fome na Guiné-Bissau.

FAO – PUBLI-REPORTAGEM

 

2 comentários

    • Cooperativa Agro Bigene. em 14/08/2016 às 11:26
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    somos da cooperativa Agro Bigene sediada em Bigene Regiao de cacheu. Cogratulamos com a FAO nesta iniciativa e manifestamos a nossa disponibilidade e interesse de poder ter uma parceria com a FAO na execussao
    deste projeto enquanto organizaçao agricula .
    Por considencia neste momento estamos a procurar financiamento para execussao de um projeto de reforço de capacidade produtiva e comercial das
    mulheres horticultoras de sector de bigene.

    • Cooperativa Agro Bigene. em 14/08/2016 às 11:34
    • Responder

    A cooperativa Agro Bigene de maneira nem nhum podia de deixar de congratular com iniciativas de genero pos objetivo da cooperativa Agro Bigene
    e de promover a segurança alimentar e valorizar produtos locais.

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