COMISSÁRIO DA CEDEAO AFIRMA QUE MISSÃO DE ESTABILIZAÇÃO NÃO VAI SUBSTITUIR O EXÉRCITO GUINEENSE

O Comissário dos Assuntos Políticos, Paz e Segurança da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), General Francis Behanzin, garantiu esta segunda-feira, 20 de junho de 2022, que a missão militar da CEDEAO de apoio à estabilização da Guiné-Bissau não está no país para substituir as forças de defesa e segurança nacionais, muito menos fazer-lhes concorrência, mas trata-se sim “de uma complementaridade para garantir a paz e a estabilidade na Guiné-Bissau”.

“A CEDEAO envia essa missão num prazo muito curto. O mérito devia ser dado aos chefes de Estado e do governo que mostraram não apenas a simpatia particular para o povo guineense, como também a determinação para que a paz e a segurança reinem no espaço da CEDEAO”, disse.

Behanzin falava na cerimónia oficial de Instalação da Missão de Apoio à Estabilização da Guiné-Bissau (MASB) realizada nas instalações do clube de Forças Armadas Revolucionário do Povo (FARP), em Bissau.

Explicou na sua comunicação que a presença dessa missão e da ECOMIB, força da interposição da CEDEAO no país, constituiu um “sinal forte” da vontade da organização regional que trabalha para manter a paz e a estabilidade da região.

Assegurou que a força militar será constituída no total de um contingente de 631 homens disponibilizados para a Guiné-Bissau, provenientes dos países da sub-região, nomeadamente da Costa do Marfim, do Gana, da Nigéria e do Senegal para garantir a estabilidade, segurança e paz no país. Acrescentou que a CEDEAO está a trabalhar numa coordenação estreita com as autoridades guineenses, à semelhança do que aconteceu com a força do ECOMIB.

“Importa saudar esforços e a disponibilidade das autoridades guineenses, em particular da ministra do Estado dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, ministro do Estado do Interior, mas sobretudo o ministro da Defesa e Combatentes da Liberdade da Pátria e chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, que mostraram a disponibilidade para que possamos aplicar as diretrizes do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló. Quero também agradecer aos países que contribuíram na disponibilização das tropas e polícias, pela generosidade e prontidão demostradas”, sublinhou.

Behanzin advertiu que grande número dos Estados da sub-região estão a fazer face à degradação da segurança, razão pela qual a decisão de participar nas operações exteriores constitui uma marca de fraternidade para a garantia de paz e segurança regional.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A         

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