CHEFE DE ESTADO DIZ QUE O PAÍS NÃO PRECISA DE “FORÇAS ARMADAS MARGINAIS” QUE FAZEM GOLPES DE ESTADO

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, afirmou esta terça-feira, 21 de junho de 2022, que a Guiné-Bissau não precisa de “forças armadas marginais” que fazem “golpes de Estado e matam as pessoas”, mas sim, “de umas forças armadas republicanas capazes de defender a soberania nacional”.

“Os Ministérios da Defesa Nacional e do Interior são instituições com maior número de quadros a nível nacional, porque antes de fazer parte dessas instituições deve ter uma formação, mas a guerra de 1998 complicou tudo”, lamentou e anunciou que depois da conclusão das obras de Cumeré, o recrutamento de jovens para o serviço militar será feito com qualidade, selecionando pessoas qualificadas com nível de escolaridade requerido para classe castrense, “não recrutar delinquentes”.

Sissoco Embaló falava à imprensa após ter visitado o Centro de Instrução Militar de Cumeré, que está a ser reabilitado pela engenharia militar das Forças Armadas nacionais. O centro que era conhecido como centro de arame, hoje está vedado e tem casernas modernizadas que permitem criar uma escola de sargentos, entre outras categorias.

“Nunca pensei que um dia pudéssemos passar algo como dia 01 de fevereiro, mas em cada sociedade existem sempre pessoas que pensam mal, mas isso não quer dizer que as forças armadas guineenses sejam marginais. Se olharmos para as pessoas que criaram essa situação, vamos chegar à conclusão que são as mesmas que cometeram esse ato no passado, mas desta vez não vão escapar, porque os tribunais irão puni-las de acordo com os seus atos”, garantiu.

O chefe de Estado garantiu, neste particular, que antes do final do ano as Forças Armadas serão redimensionadas, criando condições em todas as casernas do país. Sublinhou que a Guiné-Bissau é o país com mais número de quartéis dentro da cidade, contudo, disse que é uma situação herdada do tempo colonial.

Instado a pronunciar-se sobre as declarações do líder do Movimento para Alternância Democrática (MADEM G-15), após o seu regresso ao país, Embaló disse que tanto o líder do MADEM-G15 como líderes de outras formações políticas não estão, hierarquicamente, acima do Presidente da República.

“Não tenho nada contra o líder do MADEM-G15. Não se esqueçam que eu fui um dos vice-coordenadores do MADEM-G15, um partido que nós criamos. Não é minha propriedade nem dele. É um bem coletivo. Enquanto chefe de Estado tenho que evitar ter problemas com os líderes das formações políticas e os cidadãos, mas também não sou comité nem chefe de tabanca, sou sim, o Presidente da República e como tal deve haver sempre respeito”, assegurou.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

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