INTERDITADA A VIAGEM DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA AO ESTRANGEIRO

As forças policiais impediram esta sexta-feira, 2 de setembro de 2022, uma viagem do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, ao estrangeiro.

Em reação à decisão, no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, Domingos Simões Pereira disse que iria utilizar todos os meios ao seu dispor e provar que se está perante um poder “absolutamente autocrático” na Guiné-Bissau, em que as autoridades escondem-se “covardemente” e mandam agentes policiais impedi-lo viajar. 

“Isso prova que estamos perante uma anarquia total, de maneira que todos os cidadãos devem levantarem-se para acabar com esse estado de coisas, ou sermos incapazes de fazer nada”, alerta.

“É o mesmo poder político que se esconde covardemente atrás de ordens judiciais emanadas por encomenda que hoje recusa o cumprimento desta mesma ordem judicial”, lamentou. 

O líder do PAIGC disse que “mais uma vez fá-lo de forma covarde para não se expor à evidência de que rigorosamente não há nada de ilegal para impedir o meu embarque para viajar”.

“Impediram-me de aceder às instalações do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, isso é o mais baixo que já vimos. É importante que todo o povo guineense compreenda o nível a que se está a chegar em termos da supressão das liberdades e direitos fundamentais dos cidadãos”, salientou.

Domingos Simões Pereira afirmou que a segurança do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira foi reforçada, porque tiveram informação que já tinha feito check-in para viajar. 

“O responsável da imigração, que tem em mão a ordem do juiz, disse que nada me impedia de viajar, deu ordem aos seguranças para não me deixarem aceder ao Aeroporto, sem nenhuma justificação”, frisou, afirmando que “sempre respeitou as ordens judiciais”.

“Hoje existe um despacho emitido por um juiz e na posse da imigração e fronteiras e do ministério do interior em como posso circular livremente, mesmo assim impediram-me”, disse. 

“E um regime que acha que tem o direito de dar aquilo que chamam ordem superior para suprimir direitos e liberdades dos cidadãos. Estamos cada vez mais a aproximarmo-nos de uma situação de não Estado, porque não existe uma ordem que justifique o meu impedimento, nem de aceder às instalações do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira. Será que devo empurrar os agentes para poder aceder ao Aeroporto ou correr para o avião? Não! Sou um cidadão ordeiro”, questionou.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: Marcelo Na Ritche

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