O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo, condenou na quinta-feira, 27 de julho de 2023, “com maior severidade” o golpe de Estado no Níger, onde militares anunciaram terem destituído Mohamed Bazoum, eleito democraticamente líder daquele país, em 2021.
Numa mensagem na rede social, Sisssoco Embaló, atualmente a participar na cimeira Rússia/África, apelou à reposição da ordem constitucional no Níger e ainda a manutenção da segurança do “Presidente Bazoum e da sua família”.
“Golpes nunca são solução e conduzem sempre ao declínio democrático, económico e social”, concluiu o presidente da Guiné-Bissau, que terminou recentemente a presidência rotativa da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).
A presidência rotativa de Embaló diante da conferência de chefes de Estado da CEDEAO ficou marcada por diligências pessoais para que fosse criada e instalada uma força militar anti-golpe na organização oeste-africana constituída por 15 países.
A situação ainda não é totalmente clara em Niamey, capital do Níger, onde, na quarta-feira, um grupo de militares anunciou, na televisão pública, ter tomado o poder e destituído os órgãos eleitos para instalar um Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP).
O grupo, constituído maioritariamente por militares da Guarda Presidencial em ruptura com o Presidente Bazoum, anunciou ainda o encerramento de todas as fronteiras do Níger com outros países. Parte do exército, leal ao Presidente eleito, lançou um ultimato aos golpistas no sentido de libertarem Mohamed Bazoum e sua família sob ameaça de um ataque às suas posições em caso de recusa.
Entretanto, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), condena veementemente a tentativa de golpe em curso no Níger contra o Presidente Mohamed Bazoum.
“É com espanto e consternação que a CEDEAO soube da tentativa de golpe no Níger. Condena com a maior veemência esta tentativa de tomada do poder pela força e apela aos autores deste acto a libertação imediata e incondicionalmente do Presidente da República democraticamente eleito”, refere o comunicado daquela organização sub-regional.
Sobre o golpe de Estado na Níger, a Presidência da República Federal da Nigéria, que atualmente dirige a CEDEAO, emitiu um comunicado na qual afirma que deve ficar claro para todos os atores da República do Níger que os líderes da CEDEAO e todos os amantes da democracia em todo o mundo não tolerarão nenhuma situação que neutralize o governo democraticamente eleito no Níger.
Por: Redação
O Democrata/lusa





















