Eleições gerais: FERNANDO DIAS ADVERTE QUE O PAÍS ESTÁ NUMA SITUAÇÃO DIFÍCIL QUE EXIGE “NOVA DINÂMICA E ESTRUTURAÇÃO”

O candidato da Coligação Aliança Patriótica Inclusiva (API-Cabaz Garandi) para as eleições presidenciais, Fernando Dias da Costa, advertiu esta segunda-feira, 22 de setembro de 2025, que a Guiné-Bissau está numa situação difícil, que exige uma nova dinâmica e estruturação profunda que permita a cada cidadão acreditar que vale a pena viver no seu país.

Fernando Dias da Costa, falava à imprensa após ser escolhido como candidato da Coligação Aliança Patriótica Inclusiva (API-Cabaz Garandi) para eleições presidenciais no qual disse que existem várias situações que estão a acontecer no país e requerem de cada cidadão a sua contribuição para o bem-estar da Guiné-Bissau.

“Fomos escolhidos como candidatos da API-Cabaz Garandi para as eleições presidenciais na base de uma solicitação, através de uma carta formal para este grande projeto e aceitámos este pedido para que eu possa liderar a coligação no embate eleitoral de 23 de novembro próximo. A minha escolha tem a ver com um conjunto de trabalho levado a cabo pelos colegas. API-Cabaz Garandi é um projeto e organização politica enorme que tem dado provas, condenando vários acontecimentos públicos sem reservas”, sublinhou.

Questionado sobre o afastamento do Nuno Gomes Nabiam da coligação, Fernando Dias da Costa disse que Nuno Nabiam é um cidadão livre que lidera uma formação política, de maneira que, em democracia, a liberdade de escolha prevalece e se qualquer dirigente não concorda, pode retirar-se simplesmente. Acrescentou que a retirada de qualquer lider daquela coligação não coloca em causa o projeto, porque saiu Braima Camará, a coligação continuou, também com a retirada do Nuno Gomes Nabiam, a aliança vai continuar para sempre. É muito normal para qualquer cidadão que faz parte do projeto sair caso não se sinta confortável.

Fernando Dias da Costa, acredita que as forças armadas guineense são republicanas, não obstante haver uma tentativa de instrumentalização, mas continua a acreditar que serão equidistantes, de acordo com a Constituição da República, vão ser isentos e imparciais neste processo eleitoral tão decisivo para o desenvolvimento que todos os quineenses almejam. Adiantou que o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas tinha apelado que não quer políticos nos quartéis. Da mesma forma não queremos ver militares no campo politico.

Questionado ainda sobre um possível impedimento da sua candidatura no Supremo Tribunal de Justiça, como aconteceu no passado, Dias disse que desta vez o processo é diferente, porque para se concorrer a Presidência da República é obrigado a renunciar a militância do seu partido, de maneira que não haverá problemas como no passado em que concorreu ao cargo de deputado e o Supremo pediu-lhe para renunciar a militância.

Por. Aguinaldo Ampa

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