A Coligação Plataforma Aliança Inclusiva – PAI Terra Ranka denunciou o impedimento da reunião prevista entre a sua liderança e a Missão de Mediação Pré-Eleitoral do Fórum dos Anciãos da África Ocidental (WAEF), chefiada pelo antigo Presidente da Nigéria, Goodluck Ebele Jonathan.
Segundo uma nota à imprensa consultada pelo O Democrata, assinado pelo Porta- voz do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, Muniro Conte, a missão, que chegou a Bissau no dia 5 de outubro, pretendia reunir-se com diferentes forças políticas do país no quadro das eleições gerais marcadas para 23 de novembro de 2025, afirmando que a reunião estava agendada para o dia 6 de outubro, às 11h00, na sede do partido, mas foi posteriormente reagendada para as 16h00, a pedido da missão, devido a compromissos com o presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló.
No entanto, lê-se ainda, no momento previsto para o encontro, o partido foi surpreendido com a informação de que a reunião já não teria lugar.
A Coligação PAI Terra Ranka considerou que o episódio repete um padrão de “desrespeito e humilhação diplomática” para com as organizações regionais, tendo recordado que, em fevereiro deste ano, uma missão política de alto nível da CEDEAO também foi expulsa do país por ordens do Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, quando mediava um acordo político entre os atores nacionais.
“De modo semelhante, o regime instalado na Guiné-Bissau impediu que o Presidente Goodluck Ebele Jonathan mantivesse contacto com os partidos políticos e coligações, tornando irrelevante o objetivo da missão de mediação”, lê-se no documento.
A coligação acusa Umaro Sissoco Embaló de falta de interesse em garantir um processo eleitoral transparente e inclusivo e de demonstrar ausência de respeito pelas instituições sub-regionais, acusando, por outro lado, o regime de ter sistematicamente sabotado os esforços e gestos de boa vontade dos parceiros multilaterais.
Por fim, a coligação PAI TERRA RANKA reitera a sua determinação em prosseguir e intensificar a luta política interna para garantir que o destino do país seja determinado pela vontade soberana do povo guineense.
Por: Tiago Seide





















