Eleições gerais: EX-PR JOSÉ MÁRIO VAZ ELEGE COMO PRIORIDADE “RECONCILIAR O PAÍS E RESTAURAR A DEMOCRACIA”

O ex-Presidente da República, José Mário Vaz, um dos candidato às eleições presidenciais de 23 de novembro, cuja candidatura será suportada pelo partido da Convergência Nacional para Liberdade e o Desenvolvimento COLIDE-GB, elegeu como uma das suas prioridades reconciliar o país, restaurar a democracia e respeitar a Constituição  e demais leis da República, caso seja eleito Presidente da República.

Na sua primeira aparição pública esta terça-feira, 14 de outubro de 2025, José Mário Vaz José apelou aos partidos políticos, coligações eleitorais e candidatos correntes às eleições gerais, legislativas e presidenciais, a evitarem discursos de ódio e de insultos.

Na sua mensagem dirigida ao país e à diáspora, na sequência da decisão do Supremo Tribunal da Justiça sobre a sua candidatura, José Mário Vaz, apoiado pela COLIDE-GB, disse que decidiu candidatar-se em 2019 a um segundo mandato para que pudesse consolidar os ganhos dos primeiros cinco anos e que, apesar das vicissitudes verificados durante do processo eleitoral, continua fiel aos ideais da paz, da democracia, da liberdade, da soberania, da igualdade, da justiça e do humanismo.

“Esta candidatura não é contra ninguém. Pretende servir de ponte entre as partes desavindas, isto é, a divisão entre casal, irmãos e amigos. Divisão profunda na sociedade guineense por motivos exclusivamente políticos. O nosso propósito é claro: reconciliar o país, restaurar a democracia e respeitar a Constituição da República e demais leis da República”, afirmou.    

José Mário Vaz frisou que sempre acreditou nesses valores, por isso decidiu aceitar os resultados publicados pelo órgão encarregue de gestão eleitoral na Guiné-Bissau – a Comissão Nacional de Eleições, contribuindo para a pacificação da sociedade guineense.

“Disputei um segundo mandato porque os primeiros cinco anos ficaram marcados pelo início de uma nova era de acalmia, de sossego, de liberdade, da paz social, da tranquilidade interna e de respeito pelo próximo. Foi um tempo de tolerância sem abuso de poder, sem espancamentos, nem crianças órfãos, sem mulheres viúvas e prisões arbitrárias, sem golpes de Estado, nem barulho das armas nem levantamento militar. Lutei pela defesa dos direitos de todos os cidadãos da nossa terra, promovendo a igualdade, rejeitar todas as formas de descriminação entre os cidadãos de primeira ou de segunda categoria, entre o interior e a cidade, entre o civilizado e o não civilizado, entre o rico e o pobre”, indicou.

O candidato às presidenciais de 23 de novembro defendeu que a Guiné-Bissau deve ser um país de todos e para todos, lembrando que ao longo dos cinco anos do seu mandato usou a sua magistratura de influência para combater o flagelo da droga e recusou a exploração desenfreada dos recursos naturais do país, por pertencerem ao povo guineenses, não apenas a uma minoria que “deles se aproveita em prejuízo da grande maioria”.

Realçou o fato de ter sido ele o primeiro Presidente a concluir um mandato de cinco anos e em 46 anos o país ter sido o único Presidente da República que não esteve acima dos cidadãos, permitindo aos guineenses conquistarem a liberdade individual e coletiva.

“Um Presidente da República deve ser um defensor do interesse nacional, respeitar as leis nacionais e a dignidade dos guineenses. As forças de defesa e segurança devem ser umas forças apartidárias e assegurar a tranquilidade dos guineenses. Saí da Presidência da República com a cabeça erguida, de consciência tranquila e em paz comigo mesmo, porque não matei, não roubei, não torturei, não violei os direitos de ninguém e cumpri o meu dever enquanto Presidente da República, lutando sempre pelos ideais da liberdade da soberania, da igualdade e da justiça”, sublinhou José Mário Vaz, enfatizando que durante o seu mandato conseguiu erradicar o sentimento de ódio, de rancor, de vingança, de perseguição, de prisões arbitrárias, de retaliações e de ajustes de contas que “jamais deverão ter lugar no nosso país”, afirmou.   

Por sua vez, o líder da COLIDE-GB, Juliano Fernandes, partido que apoia José Mário Vaz nas presidenciais de novembro, defendeu que é preciso que haja uma participação política no sentido de mudar o paradigma do exercício do poder político na Guiné-Bissau.

Juliano Fernandes disse que quando o partido decidiu apelar ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que tem a responsabilidade de analisar as candidaturas é porque o país está perante críticas fortes quanto à imparcialidade do funcionamento deste órgãos, que funcionam na veste do Tribunal Eleitoral.

“Há sim uma desconfiança relativamente à imparcialidade do STJ, mas a liderança da COLIDE-GB não tem dúvida da capacidade dos nossos colegas que estão desse lado, porque sabem muito bem que estão lá para cumprir a missão e de fazer cumprir a lei. Devem ser os primeiros a respeitarem a legalidade e duvido que tenham outros sentimentos”, sublinhou.

Por: Filomeno Sambú

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