PRESIDENTE DO INSTITUTO DA JUVENTUDE DEFENDE LAICIDADE E RESPEITO INTER-RELIGIOSO

Em representação do governo, o Presidente do Instituto da Juventude, Ussumane Sadjo, afirmou que o governo deseja a boa convivência social entre as religiões sendo a Guiné-Bissau um país laico.

Aconselhou os jovens a aceitarem as diferenças e respeitarem de uma forma harmoniosa, como também aconselhando-lhes à procurarem conhecimentos, “porque a religião se desenvolve com base nos conhecimentos que não se limitem apenas na religião mas também abranjam todo o setor social e os convidou a apostarem no empreendedorismo para uma maior autonomia financeira”.

Este responsável falava este sábado 18 de outubro de 2025, durante a entrega de certificados a 140 formandos da terceira edição de capacitação dos jovens muçulmanos e não muçulmanos que teve a duração de 12 dias, cujos objetivos visam conhecer os seus direitos, deveres, a convivência social, a participação e contribuição de jovens na política.  

LÍDER JUVENIS ALERTAM CONTRA O USO DA RELIGIÃO E ETNIA EM CAMPANHAS ELEITORAIS

Na ocasião, o presidente do conselho Nacional da Juventude Islâmica (CNJI-GB), Hamza Abdel Cader Seidi, convidou os jovens a afastarem-se de discursos de ataques insultuosos e usando a religião, etnia ou zonas para tirar benéficos, por isso exortou-os a não deixarem ser usados durante o processo eleitoral e devem basear na ética e boa convivência.

“Nós, enquanto jovens, somos usados durante o processo para insultar, mas é bom lembrar que ninguém quer ver os seus pais a serem insultados e quando é assim, devemos evitar essetipo de comportamentos. E enquanto jovens devemos entrar na política com o objetivo de fazer mudanças positivas e não o contrário e nesse aspeto, os nossos governantes devem ser exemplos, porque a nação não se constrói com insultos, difamação, etnia, religião ou a popularidade, mas sim, com o projecto da governação”.

Conforme o líder juvenil, os políticos devem focar mais na apresentação dos seus programas governamentais para convencer o povo e não fazer o contrário, usar os discursos de ódio, difamação ou levar a política para religião ou etnia e devem servir de exemplo para jovens.

Afirmou que, segundo a escritura sagrada, Deus não muda o destino de um povo se esse não optou pelas mudanças. Nisso convidou os jovens muçulmanos e das outras confissões religiosas a aderirem a política para promover mudanças com base nos princípios da religião e não para levar o nome da religião na política, lembrando que já está no momento de os jovens projetarem os seus futuros que é hoje e pensar na construção do amanhã. 

Por: Jacimira Segunda Sia

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