O Coordenador do Projeto Fórum de Paz, José Carlos Lopes Correia, repudiou os discursos de ódio, “étnicos, religiosos e muito insultuosos e violentos” e que, na sua opinião, não têm necessidade de serem proferidos por políticos, “porque estamos na festa da democracia, onde o povo é quem reina”, por isso desafiou os líderes políticos que, durante os seus discursos falem mais dos seus programas de desenvolvimento.
“O objetivo destes partidos e candidatos que disputam o poder nestas eleições é o desenvolvimento da Guiné-Bissau, mas como neste país luta-se para chegar ao poder para resolverem os seus problemas particulares, do partido e do grupo, por isso lutam a todo o custo para chegar ao poder, razão pela qual insultam-se e acusam-se mutuamente”, disse o ativista social durante uma entrevista a estacão emissora Capital FM na terça-feira, 21 de outubro de 2025, para falar da situação política vigente e chamar atenção dos políticos sobre o discurso de ódio, tendo aproveitado a ocasião para exortar a população a repudiarem os discursos que incitem à violência.
“EXPRESSÃO LADO-LADO FOMENTA MAIS A QUESTÃO ÉTNICA E RELIGIOSA”
O ativista social disse que o foco e objetivo dos eleitores e dos guineenses em geral, é a Guiné-Bissau e por isso, pediu aos partidos e candidatos de apresentarem aos eleitores seus programas e visão do desenvolvimento do país que permita aos guineenses analisarem com prudência e depois decidirem em quem vão votar.
“O foco dos políticos é o poder, sobretudo usufruir dos benefícios do poder. Por isso vão buscar todo o tipo de mensagem que entendem que pode ajudar-lhes para chegar ao poder. Nós cidadãos é que temos de travar os políticos com essas atitudes, se na verdade queremos um país pacifico, livre, no qual poderemos viver num ambiente de harmonia”, notou.
Relativamente à campanha eleitoral para as eleições gerais que se inicia no dia 01 de novembro, José Carlos Lopes Correia instou aos políticos a pautarem-se em discursosmais pacíficos, virados para a conquista dos eleitores,baseados na apresentação dos programas de governação para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, desafinado assim os políticos a não enveredarem pela via de insultos,nem acusações sem provas durante a campanha eleitoral.
Questionado sobre as consequências de discursos étnicos e religiosos na estabilidade política e social, o ativista alertou que na verdade o discurso étnico e religioso é muito perigoso capaz de criar graves consequenciais para o país.
“Já se nota essa consequência na sociedade, porque vê-se a utilização de expressão lado-lado que fomenta mais a questão étnica e religiosa. Essas pessoas, se formos ver ao fundo pertencem ainda a outra etnia, independentemente daquela que tentam apoiar”, alertou, criticando que os políticos estão a apoiar esta situação.
Assegurou que todos aqueles que defendem uma sociedade justa, livre e sã, jamais podem permitir a propagação de discursos de ódio, por isso advertiu aos políticos, para abdicarem da propagação de discursos étnicos e religiosos, “porque não são esses discursos que lhes darão a vitória nas eleições, porque se calhar contribuirá em criar mais problemas e divisão”.
Por: Assana Sambú





















