Acordo de prospeção do petróleo: EMPRESA NORTE-AMERICANA CHEVRON DETÉM NOVENTA POR CENTO DE AÇÕES

O Governo da Guiné-Bissau, através da Empresa Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolíferas (PetroGuin) e a Empresa norte-americana Chevron, Guinea Bissau Exploration, assinaram na quarta-feira, 22 de outubro de 2025, o acordo de parceria para a realização de pesquisa e prospeção de petróleo nas áreas contratadas (blocos 5B e 6B) nas águas profundas da Guiné-Bissau, no qual a empresa norte-americana fica com 90 por cento de ações e o governo guineense com 10 por cento.

O acordo de parceria tem como objetivo realizar operações petrolíferas nas áreas contratadas, incluindo a pesquisa, a avaliação, o desenvolvimento, a produção de hidrocarbonetos, a venda desse petróleo e uma eventual desativação e abandono de todas as instalações com ele relacionadas de acordo com qualquer licença e concessão, incluindo a licença de pesquisa e de concessão para exploração petrolífera.    

Após a assinatura do acordo de parceria realizada num dos hotéis da capital Bissau, o diretor-geral da Empresa Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolíferas, Celedónio Plácido Vieira, disse que a Petroguin conseguiu trazer para o país uma companhia capaz de colocar muito dinheiro, por 6 anos da vigência do contrato.

Enfatizou que a parceria com a Empresa Chevron Guinea Bissau Exploration tem uma “importância colossal”, não apenas para a Petroguin, como também para a Guiné-Bissau em geral.

O responsável da Empresa Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolíferas informou que a Guiné-Bissau não tem meios para financiar operações de pesquisa petrolífera, razão pela qual sustentou que é preciso procurar companhias com capacidades financeiras e técnicas para trabalhar com a empresa nacional, a fim de realizar a prospecção de petróleo.

“Como a Guiné-Bissau não tem essa capacidade, as autoridades decidiram procurar empresas como Chevron para fazer esse trabalho”, indicou.

Celedónio Plácido Vieira assegurou que, pela primeira vez, desde a criação da PetroGuin, em 1986, uma companhia de característica da Chevron celebra um acordo de parceria para trabalhar na área de prospecção de petróleo nas zonas das águas profundas, cujas colunas de água ultrapassam 250 metros e poucas companhias com capacidade técnica e financeira para trabalhar nesse ambiente.  

Questionado se a Guiné-Bissau dispõe de petróleo suficiente para realizar pesquisas e prospeção ao ponto de ser explorado, Celedónio Plácido Vieira disse que, enquanto especialista em petróleo, não pode avançar se existe petróleo ou não, pois a existência ou não de petróleo apenas pode ser confirmada, através das pesquisas e prospeções, de maneira que é necessário realizar esse trabalho.

De salientar que o contrato de parceria tem a duração de seis anos e a Empresa Chevron Guinea Bissau Exploration terá os direitos às participações percentuais de 90 por cento e a Empresa Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolíferas (PetroGuin) 10 por cento.

Em relação às despesas de pesquisa, as participações percentuais nos custos serão 100 por cento para Chevron e zero por cento para Petroguin.

Por: Aguinaldo Ampa   

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