Banca: GRUPO HOLDFIN ADQUIRE AÇÕES DO ESTADO NO BANCO DA ÁFRICA OCIDENTAL – BAO

O Grupo Bancário Holdfin, da Mauritânia, adquiriu nesta quinta-feira, 23 de outubro de 2025, as ações que o Estado guineense detinha no Banco da África Ocidental (BAO) desde 2019. A operação decorre do cumprimento da lei bancária da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA).

A convenção de cessão de ações foi assinada nas instalações do Ministério das Finanças, pelo ministro Ilídio Vieira e pelo diretor-geral do Banco Nacional da Mauritânia (BNM), Mohamed Omarou.

Após a assinatura, o Secretário de Estado do Tesouro, Mamadu Baldé, explicou que a cessão resulta de negociações iniciadas em 2022. Recordou que, em 2019, o Estado guineense assumiu temporariamente a participação no BAO por um período de cinco anos, conforme exigido pela Comissão Bancária da UEMOA, aguardando a entrada de um investidor interessado.

Segundo Mamadu Baldé, o Grupo Holdfin pretende injetar uma soma significativa no BAO, conforme estipulado na convenção, com o objetivo de resolver os problemas relacionados aos capitais próprios da instituição. O investimento também incluirá uma linha de crédito robusta para relançar as atividades do banco.

O governante destacou que, desde 2022, o Grupo Holdfin demonstrou interesse não apenas em adquirir as ações do Estado, mas também em recapitalizar o BAO e adequá-lo aos parâmetros exigidos pela lei bancária da UEMOA. Isso visa evitar riscos sistêmicos e garantir que o banco mantenha capitais próprios positivos.

“Esta cerimónia é fundamental para o saneamento financeiro do BAO, que possui a maior rede de balcões e caixas automáticas em todo o território nacional. O governo está empenhado em evitar que o banco enfrente dificuldades que possam afetar a taxa de bancarização e a confiança dos cidadãos”, afirmou Baldé.

Com este acordo, o BAO inicia uma nova fase de estabilidade, consolidação e fortalecimento da sua posição no mercado bancário guineense.

Segundo uma fonte ouvida por O Democrata, a participação do Estado guineense no Banco da África Ocidental (BAO) correspondia a 30%, agora transferida para o Grupo Holdfin. Ainda de acordo com a mesma fonte, o grupo projeta adquirir ações de outros acionistas, o que poderá elevar a sua participação para pouco mais de 60% no capital do BAO.

Por: Aguinaldo Ampa

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