O secretário de Estado da Ordem Pública, José Carlos Macedo Monteiro, anunciou tolerância zero a qualquer tipo de desordem durante o processo eleitoral, sob a orientação do Ministro do Interior.
José Carlos Macedo Monteiro, que falava esta sexta-feira, 24 de outubro de 2025, em representação do ministro do Interior e da Ordem Pública no aparato policial esta manhã nas instalações do Ministério do Interior, afirmou que a campanha eleitoral deve ser encarada como uma festa da democracia, onde cada candidato deve mostrar o seu programa de desenvolvimento, não ao contrário.
O Secretário de Estado da Ordem Pública prometeu mão dura contra qualquer ato de desordem durante a campanha eleitoral.
“Ninguém está acima da lei. A lei é para todos. Enquanto responsáveis pela garantia da segurança e da ordem pública, todos os candidatos e partidos políticos terão o mesmo tratamento, tanto pessoal como nos lugares de comício, mas não vamos tolerar nenhum tipo de desordem durante o processo eleitoral”, alertou, sublinhando que os agentes devem respeitar os planos de trabalho dos partidos e candidatos e não devem mudar nenhum programa político, nem dos comissários regionais.
“Apenas podem aconselhar, baseando na disciplina e civismo, porque todos são livres de elaborarem os seus programas de campanha. A única coisa que não vai ser permitido é a desordem, insultos, confusões e tudo que possa pôr em causa o processo ou promover a violência e a desordem” , reforçou.

ʺOs comissários regionais devem solicitar aos dos partidos, às coligações eleitorais e aos candidatos concorrentes os programa para que possam elaborar os seus planos de segurança, programas com tempo e local de comícios”, indicou.
José Carlos Macedo Monteiro informou que os espaços serão atribuídos mediante a solicitação, o que significa que quem solicitar primeiro tem a vantagem, porque não pode haver coincidências, tendo desafiado as forças de segurança a manterem-se equidistantes da política e das discussões envolvendo assuntos políticos.
“Pela primeira vez a Guiné-Bissau assumiu as despesas inteiras das eleições gerais sem o financiamento da comunidade internacional, tudo graças ao Presidente da República, General Umaro Sissoco Embaló, e ao primeiro-ministro, Braima Camara. As eleições do dia 23 de novembro são eleições muito especiais para nós. E é bom lembrar que nós não somos Supremo Tribunal de Justiça para determinar quem vai ou não concorrer muito menos anunciar o vencedor. A nossa obrigação é fazer com que a ordem e a disciplina sejam respeitadas‶, disse.
COMANDO CONJUNTO ANUNCIA QUE VAI DISPONIBILUZAR 6.689 HOMENS PARA ASSEGURAR O PROCESSO
Por sua vez, o Comissário da Policia da Ordem Publica (POP), Salvador Soares, anunciou que o início da prevenção e permanência dos agentes das forças de segurança para o dia trinta do mês em curso para assegurar o processo eleitoral e que a permanência apenas culminará com a conclusão do processo eleitoral.
Segundo Salvador Soares, serão disponibilizados para a prevenção de permanência um total de seis mil, seiscentos e oitenta e nove agentes das forçar de segurança, incluindo a da Ordem Pública.
O corpo de segurança vai envolver homens da Policia da Ordem Publica (POP), da Guarda Nacional (G.N), do Serviço de Protecção Civil (SPC), no seu todo, e serão divididos em três grupos que farão o serviço rotativo durante o processo, onde todos devem ter lista dos partidos políticos, das coligações eleitorais e candidatos às presidenciais.
Disse que a necessidade de ter as listas é para reforçar a segurança aos candidatos, aos partidos políticos e às coligações eleitorais durante a campanha eleitoral.
“Nas eleições anteriores reunimo-nos com os partidos políticos sobre as questões de segurança. Quem recusar, vamos respeitar. Enquanto isso não acontecer, temos a obrigação de assegurar todos. Também gostaríamos que o Secretário de Estado da Ordem Pública nos facultasse as listas de contactos dos pontos focais dos candidatos e partidos e coligações para facilitar a comunicação, sobretudo se houver algumas mudanças de locais‶, assinalou.
Na sua intervenção, o comandante Geral da Guarda Nacional, Orlando Pungana, pediu a colaboração de todos, lembrando-os que ser fardado é ser disciplinado e obediente e, acima de tudo, ter a sintonia e a colaboração em grupo com o espírito de equipa e que os agentes devem lembrar que a permanência é uma ordem que deve ser cumprida.
Orlando Pungana anunciou não haverá férias para ninguém nesse momento e só terão as férias no próximo ano 2026, porque depois desse processo terão a permanência da quadra festiva e qualquer soldado que precise deslocar, dependendo do motivo, deve comunicar -seus com os seus superiores com antecedências, caso contrário responsabilizar-se-á dos seus atos.
“A medida não tem excepção”, reforçou e exortou as chefias para assumirem as suas responsabilidades, porque” as chefias não são excepção apenas a frente para dar ordens”.
Por: Jacimira Segunda Sia





















