Os membros não permanentes da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e das Comissões Regionais de Eleições (CRE) ameaçaram bloquear as plenárias da CNE e das CREs, se suas exigências não forem atendidas pelo governo.
A ameaça foi tornada pública esta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, em conferência de imprensa pelo coordenador nacional dos membros não permanentes da CNE e CREs, Hélio Vieira Mendes para manifestar sua indignação relativamente ao bloqueio do seu salário em dívida estimado em 163 milhões e 350 mil francos CFA, que resultou dos trabalhos feitos nas eleições de 2019.
Em declarações aos jornalistas, Hélio Vieira Mendes acusou o ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, de agir com má-fé e de estar a colaborar para que a dívida não seja paga o mais rápido possível.
“Ilídio Vieira Té tem todas as informações ligadas à dívida do governo com os membros não permanentes da CNE e das CRE´S”, afirmou e avisou que se o governo não pagar a dívida vão bloquear, tanto a plenária da CNE assim como as das CRE’s.
“Sabemos que na plenária é lá que se decide o que se deve fazer no processo eleitoral, também se vê todos os problemas que podem pôr em causa o processo eleitoral. Nós somos os fiscalizadores das eleições, apuramos os resultados e assinatura das atas é conosco. Se as atas não forem assinadas, significa que todos os gastos que podem ser feitos no período das eleições, não servem para nada”, explicou.
O coordenador nacional dos membros não permanentes da CNE e CRE´s informou que não têm horas de prestar serviço e que trabalham dia e de noite, porque “qualquer problema que surge no processo é levado de imediato à plenária para ser sanado”.
“Se o dinheiro não sair, vamos interromper a reunião da plenária e boicotar o processo”, alertou Hélio Vieira Mendes, tendo revelando que todos os documentos passam pelo ministério das finanças, primatura em todos os departamentos das finanças e até na direção-geral de orçamento.
Neste sentido, Hélio Vieira Mendes pediu que o primeiro-ministro, Braima Camará, interfira mais rápido possível para evitar o bloqueio no processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau.
Por: Natcha Mário M´bundé





















