Anúncio de inclusão política : CEDEAO ELOGIA MEDIDAS DA TRANSIÇÃO

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) anunciou, em comunicado, que as autoridades de transição instaladas na Guiné‑Bissau adotaram um conjunto de medidas destinadas a promover um ambiente político inclusivo e a preparar o retorno à ordem constitucional.

Segundo o comunicado da CEDEAO, a que O Democrata teve acesso nesta sexta‑feira, 30 de janeiro de 2026, as autoridades de transição anunciaram a formação de um Governo de Transição Inclusivo, atribuindo três pastas ministeriais ao PAIGC e três ao grupo político liderado por Fernando Dias da Costa.

“A CEDEAO saúda as recentes medidas adotadas pelas autoridades de transição da Guiné‑Bissau, com vista à promoção de um ambiente político inclusivo e ao avanço do processo de retorno à ordem constitucional no país”, lê-se no documento datado de 30 de janeiro de 2026.

A organização sub‑regional informou que estas decisões foram comunicadas numa carta enviada pelo Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta‑á.

A carta, datada de 29 de janeiro de 2026, foi igualmente dirigida a Julius Maada Bio, Presidente da República da Serra Leoa e Presidente em exercício da Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO.

Além da formação de um governo inclusivo, as autoridades de transição comprometeram‑se a nomear dez representantes dos dois grupos políticos (PAIGC e o grupo de Fernando Dias da Costa) para o Conselho Nacional de Transição (CNT), libertar todos os presos políticos e melhorar as condições de detenção de Domingos Simões Pereira, Presidente do PAIGC, recentemente transferido da prisão central para regime domiciliário.

“A retirada do pedido de saída da Missão de Apoio à Estabilização da CEDEAO na Guiné‑Bissau (ESSMGB) é um dos compromissos assumidos pelas autoridades de transição desde 26 de novembro de 2025”, sublinha ainda a organização.

Perante estas evoluções, a CEDEAO apelou a todas as partes interessadas que colaborem para garantir uma transição pacífica e credível, conducente à realização de eleições democráticas.

A organização reiterou também o apelo à libertação plena e efetiva de Domingos Simões Pereira e à salvaguarda dos direitos e liberdades fundamentais de todos os cidadãos.

A CEDEAO reafirmou o seu apoio contínuo ao povo e às autoridades da Guiné‑Bissau.

Por: Redação

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