A missão de alto nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a Guiné‑Bissau chega a Bissau no próximo dia 18 de fevereiro de 2026. A informação foi avançada à agência Lusa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor‑Leste, Bendito Freitas.
Segundo o chefe da diplomacia timorense, a delegação de bons ofícios já iniciou os preparativos para a deslocação.
“A delegação partiu hoje. O nosso diretor nacional junto da CPLP, Joaquim Fernandes, seguiu com a assessora jurídica para Portugal, onde irão realizar a coordenação técnica com a Embaixada da Guiné‑Bissau em Lisboa, para avaliar os preparativos antes de avançarem para a Guiné‑Bissau”, afirmou.
A partida estava inicialmente prevista para o dia 17 de fevereiro, mas foi reagendada para 18 de fevereiro devido à indisponibilidade de voos.
De acordo com um decreto do Presidente de Timor‑Leste, assinado na segunda‑feira, a missão permanecerá na Guiné‑Bissau até 21 de fevereiro e será chefiada pelo ministro da Defesa timorense, Donaciano do Rosário Gomes.
Bendito Freitas revelou ainda ter enviado uma carta ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné‑Bissau, na qualidade de ministro da Presidência do Conselho de Ministros da CPLP, solicitando apoio para a realização dos encontros previstos.
Durante a estada no país, a missão deverá reunir‑se com o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da Guiné‑Bissau, com o Alto‑Comando Militar, representantes da sociedade civil e outras entidades nacionais.
O governante timorense reconheceu que a coordenação dos trabalhos tem sido complexa, uma vez que toda a comunicação é feita através da Embaixada da Guiné‑Bissau em Lisboa e das representações diplomáticas dos países da CPLP atualmente presentes em Bissau, nomeadamente Portugal, Brasil, Cabo Verde e Angola.
“Essas embaixadas estão prontas para prestar apoio logístico e coordenar os trabalhos quando a nossa equipa chegar, porque não temos representação diplomática no país”, sublinhou.
A delegação é composta por 15 elementos, incluindo quatro representantes de Angola, dois de São Tomé e Príncipe e os restantes de Timor‑Leste.
Segundo Bendito Freitas, a missão tem como objetivo contribuir para ultrapassar a crise institucional na Guiné‑Bissau, promover o regresso à normalidade democrática, assegurar o respeito pela Constituição e garantir os direitos e o bem‑estar da população.
Recorde‑se que Timor‑Leste assumiu, em dezembro, a presidência rotativa da CPLP, função retirada à Guiné‑Bissau na sequência da cimeira de chefes de Estado e de Governo realizada após o golpe de Estado de 26 de novembro, que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.
No dia 10 de dezembro, o Governo timorense indicou o ministro da Administração Estatal, Tomás Cabral, e o ministro da Defesa, Donaciano do Rosário Gomes, para integrarem a missão de mediação da organização lusófona, com o objetivo de acompanhar a situação decorrente do golpe de Estado e da interrupção do processo eleitoral.
Por: Redação
O Democrata / Lusa






















