O Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta‑á, afirmou que o Tribunal Militar Superior tem sido cúmplice de várias tentativas de assassinato orquestradas na Guiné‑Bissau.
“A 1 de fevereiro de 2022, pessoas foram armadas […]. É nessa instituição, que deveria servir para dirimir conflitos, que indivíduos são preparados para assassinar […]”, declarou o chefe de Estado, numa curta intervenção após a posse do novo presidente do Tribunal Militar Superior, o Brigadeiro‑General Ioba Embaló.
Falando esta quarta‑feira, 18 de fevereiro de 2026, no Palácio Presidencial, Horta Inta‑á desafiou Ioba Embaló a exercer as novas funções com responsabilidade e imparcialidade.
No seu discurso, o Presidente da República criticou duramente o funcionamento do Tribunal Militar, sublinhando que a instituição, que deveria trabalhar com base em processos e documentação, fez exatamente o contrário e transformou‑se “numa unidade combativa”.
“A missão de um tribunal é dirimir conflitos. Infelizmente, o Tribunal Militar da Guiné‑Bissau transformou‑se numa unidade combativa; fez tudo ao contrário”, reforçou.
Na sequência das críticas à atuação do Tribunal Militar Superior, Horta Inta‑á referiu ainda o caso de um juiz que, devido à sua má conduta e parcialidade, se encontra atualmente foragido, sendo desconhecido o seu paradeiro.

Neste contexto, o Presidente da República pediu ao novo responsável pela justiça militar que coloque ordem na instituição, que, segundo afirmou, “se transformou num órgão combativo por causa da sujeira que criou”.

“Seja imparcial, pois não foi nomeado para incriminar ninguém. Trabalhe para limpar a imagem do Tribunal. Se escolher envolver‑se na mesma sujeira, a escolha será apenas sua”, advertiu, antes de parabenizar o Brigadeiro‑General Ioba Embaló pelas novas funções.
Por: Filomeno Sambú





















