O mediador da União Africana (UA) para a crise na Guiné-Bissau, Patrício Trovoada, concluiu o ciclo de audiências com autoridades do governo de transição e com o candidato às eleições presidenciais, Fernando Dias da Costa, com o objetivo de contribuir para a mediação da crise política no país.
O ex-primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, que se fez acompanhar em todas as audiências pelo representante da União Africana na Guiné-Bissau, o também são-tomense Ovídio Pequeno, iniciou os contactos com o ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de transição, João Bernardo Vieira.
Na sequência desse encontro, reuniu-se com o presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), o juiz Mpabi Kabi, e foi depois recebido pelo Procurador-Geral da República, Amadu Tidjane Baldé.
Em nenhuma das audiências realizadas esta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, Patrício Trovoada prestou declarações à imprensa. Esperava-se que falasse aos jornalistas após o encontro com o Presidente de Transição, Horta Inta, realizado no Palácio da República, o que não aconteceu.
À saída desse encontro, o mediador da União Africana limitou-se a sorrir e a dizer aos jornalistas, à porta da Presidência: “Obrigado. Não falo.”
Antes disso, Patrício Trovoada reuniu-se com Fernando Dias da Costa, candidato às eleições presidenciais marcadas para 23 de novembro de 2025.

Numa publicação na página oficial da direção do Partido da Renovação Social (PRS), liderado por Fernando Dias da Costa, o partido afirmou que o encontro “insere-se numa ofensiva diplomática internacional destinada a pôr fim à crise resultante de um golpe de Estado encenado”.

Durante esta deslocação ao país, o enviado especial da União Africana foi ainda recebido pelo primeiro-ministro do governo de transição, Ilídio Vieira Té, e pelo presidente do Conselho Nacional de Transição, o general Tomás Djassi.
Por: Redação





















