O diretor-geral do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) afirmou que o maior centro hospitalar do país não dispõe atualmente de médicos dermatologistas especialistas capacitados para lidar com queimaduras de primeiro e segundo grau.
Malam Sabali falava esta segunda-feira, 2 de março de 2026, durante uma conferência de imprensa dedicada ao balanço do estado de saúde das vítimas do incêndio ocorrido em Bafatá. Na ocasião, reconheceu que o hospital funciona com várias limitações.
Apesar disso, a direção do HNSM procedeu à distribuição de géneros alimentícios às famílias dos sinistrados. As doações totalizam 1.544 unidades, incluindo arroz, água, sardinha, leite, sabão, óleo alimentar e esparguete.
Relativamente à capacidade de resposta do hospital, Malam Sabali informou que a direção já realizou, em coordenação com o Ministério da Saúde Pública, um levantamento das necessidades em termos de recursos humanos e materiais, com vista a reforçar a capacidade do HNSM para atender casos semelhantes.
O diretor assegurou ainda que as vítimas internadas estão fora de perigo, apresentam evolução clínica positiva e que algumas poderão receber alta médica nos próximos dias.
“As vítimas do incêndio precisam de uma alimentação adequada para a sua recuperação. Para garantir maior transparência, decidimos distribuir os apoios de acordo com o número de vítimas internadas. As famílias dos falecidos também receberão o apoio que estamos a prestar”, explicou.
Malam Sabali agradeceu o apoio prestado por várias individualidades, tanto em géneros alimentícios como em medicamentos destinados ao tratamento das vítimas.
“Registaram-se oito óbitos no Hospital Simão Mendes e um entre as cinco vítimas em estado crítico evacuadas para o Senegal, totalizando nove óbitos. Atualmente, temos seis vítimas internadas, cujo estado clínico evolui de forma positiva, encontrando-se na fase de cicatrização”, declarou.
Segundo o diretor, os doentes evacuados para o Senegal também apresentam evolução satisfatória e “até à próxima semana alguns poderão regressar a casa”.
Por sua vez, o administrador do hospital, Braia Naquidum, detalhou os donativos recebidos pela instituição.
“Recebemos água mineral, arroz, sardinha, óleo alimentar, sabão, sumo Compal, açúcar e esparguete”, afirmou, acrescentando que a direção do hospital elaborou um plano de distribuição equitativa destinado às vítimas do incêndio.
Por: Natcha Mário M’bundé






















