O Coletivo de Estudantes do Laboratório da Escola Nacional de Saúde denunciou que a direção da instituição está a cobrar 65 mil francos CFA para o depósito dos trabalhos de monografia.
A denúncia foi tornada pública esta segunda‑feira, 02 de março de 2026, pelo porta‑voz do coletivo, Tutinho Brandão Carlos, durante uma conferência de imprensa. Na ocasião, os estudantes anunciaram que, caso as suas reivindicações não sejam atendidas, pretendem avançar com uma queixa‑crime contra a direção da escola.
Segundo o coletivo, após uma análise aturada e exaustiva do documento que autoriza a abertura do curso na Escola Nacional de Saúde, comparado com as informações constantes nos certificados emitidos aos estudantes, foram detetadas irregularidades, nomeadamente redução da carga horária e ausência de três cadeiras na lista das disciplinas ministradas.
De acordo com Tutinho Brandão Carlos, as três cadeiras não incluídas na especialidade são fundamentais para a formação em laboratório, pelo que a sua exclusão compromete a qualidade do ensino.
Neste sentido, o porta‑voz recomendou à direção da escola que entregue aos estudantes os documentos oficiais, bem como a carga horária correspondente ao plano curricular aprovado.
Tutinho Brandão denunciou ainda a violação da carga horária, que, segundo afirmou, constitui o plano curricular da instituição. Para o estudante, a situação exige regulamentação urgente do sistema, sublinhando que “a violação da carga horária é um crime”.
“As pessoas estão a violar as regras e as leis que regulam o setor. A violação da carga horária é um crime”, insistiu.
O porta‑voz do coletivo atribuiu a responsabilidade ao diretor da Escola Nacional de Saúde, acusando‑o de não trabalhar para o bem‑estar dos estudantes nem para o prestígio da instituição.
“O Estado deve proceder à nomeação dos diretores das escolas por meio de concurso público, e não com base em critérios partidários”, defendeu.
Por sua vez, o coordenador do coletivo, Augusto Correia, classificou a atitude da direção da Escola Nacional de Saúde como uma “grave violação dos direitos dos estudantes” e considerou a situação um crime, devido à falta de seriedade no trabalho desenvolvido.

“Com a falta de carga horária, podem ser comprometidas as nossas qualificações como biomédicos”, alertou.
Por: Carolina Djemé






















