Um incêndio de origem desconhecida carbonizou completamente, na terça‑feira, 7 de abril de 2026, onze pomares de caju na secção de Maquê, setor de Bissorã, região de Oio, no norte da Guiné‑Bissau, deixando dezenas de famílias expostas à fome.
Em consequência deste sinistro, estima‑se que cerca de 150 famílias, que dependem diretamente da produção da castanha de caju para a sua subsistência, estejam em risco de enfrentar fome extrema nos próximos meses, caso não sejam adotadas medidas urgentes para apoiar as vítimas.
Em declarações à imprensa, algumas das famílias afetadas relataram que o incêndio causou prejuízos significativos, com impacto direto nas suas condições de vida, numa altura em que a campanha de comercialização da castanha de caju está em curso.
As vítimas apelaram ao apoio das autoridades administrativas e governamentais para ultrapassar os desafios e evitar uma crise humanitária na localidade.
“Foram onze pomares totalmente carbonizados. É evidente que vamos enfrentar enormes dificuldades para superar os impactos desta tragédia. Muitos produtores contraíram dívidas em dinheiro e recorreram a empréstimos de arroz, que deveriam ser pagos durante esta campanha de 2026. Sem produção, tudo indica que teremos de enfrentar uma situação muito difícil, incluindo a fome”, declarou à imprensa uma das vítimas do incêndio.
Outra vítima pediu a intervenção urgente do governo de transição, sublinhando que muitas viúvas foram particularmente afetadas por esta catástrofe no setor de Bissorã.
A mesma fonte denunciou ainda que a localidade tem sido alvo frequente de incêndios provocados, sem que, até ao momento, os autores sejam identificados ou responsabilizados.
“Clamamos por ajuda das autoridades administrativas e centrais. A nossa situação é crítica. Ninguém consegue prever o que poderá acontecer com as nossas famílias nos próximos tempos se não houver apoio urgente do Estado”, lamentou.
Até ao momento, não existem informações oficiais sobre os supostos autores do incêndio. No entanto, diligências estão a ser realizadas a nível local e comunitário, com o apoio das autoridades administrativas e policiais do setor de Bissorã.
Por: Filomeno Sambú





















