ILÍDIO VIEIRA TÉ DESTACA ALINHAMENTO DA GUINÉ-BISSAU COM PARCEIROS INTERNACIONAIS  

O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, afirmou esta terça-feira, 21 de abril de 2026, que a Guiné-Bissau se encontra hoje mais credível, respeitada e melhor alinhada com os seus parceiros internacionais.

O Chefe do Governo sublinhou que o país cumpriu todas as metas acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) até março de 2026.

Ilídio Vieira Té falava durante uma conferência de imprensa de balanço das Reuniões de Primavera do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), realizadas em Washington, Estados Unidos da América, entre os dias 13 e 17 do corrente mês.

O Chefe do Executivo guineense deslocou-se aos Estados Unidos da América acompanhado de uma delegação governamental de alto nível.

Aos jornalistas, afirmou que, num contexto internacional marcado por crises profundas, conflitos armados, inflação global, aumento dos preços dos combustíveis e instabilidade financeira, a Guiné-Bissau “conseguiu afirmar-se com responsabilidade, disciplina e visão estratégica”.

O Primeiro‑ministro de transição referiu ainda que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, as tensões no Médio Oriente, o aumento dos preços do petróleo e dos alimentos, bem como as pressões sobre a dívida e o financiamento internacional, representam riscos acrescidos para países vulneráveis como a Guiné‑Bissau.

Não obstante esses riscos, destacou que, durante os encontros, foi sublinhado que a União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) deverá registar um crescimento robusto de 6,4% em 2026, afirmando-se como um espaço onde países disciplinados podem crescer e atrair a confiança dos parceiros internacionais.

O Chefe do Governo afirmou ainda que as reuniões com o FMI permitiram confirmar o cumprimento integral do programa em curso, com metas quantitativas e estruturais alcançadas, reforço da disciplina orçamental, compromisso político inequívoco, reformas estruturais em execução, aumento da arrecadação de receitas, controlo das despesas públicas, consolidação orçamental, redução das taxas de juros no mercado interno, melhoria da gestão da dívida pública e reforço da credibilidade internacional do país.

Ilídio Vieira Té recordou que o crescimento económico está estimado em cerca de 5%, com uma produção de castanha de caju prevista em 280 mil toneladas, além de medidas adotadas para garantir preços justos aos produtores e reforçar o controlo contra distorções do mercado.

Reiterou que o Governo mantém uma política de tolerância zero à má gestão e à corrupção, destacando as investigações em curso nas Alfândegas, o reforço da disciplina fiscal e a modernização da administração financeira do Estado.

Relativamente às respostas à crise internacional, o Primeiro‑ministro assegurou que, face ao aumento dos preços do petróleo e aos riscos globais, o Executivo iniciou diálogo com operadores económicos, prepara mecanismos de resposta de emergência e dá prioridade ao reforço da produção agrícola.

“Posso afirmar, com total responsabilidade, que a Guiné‑Bissau recuperou credibilidade. Os parceiros confiam no Governo porque o país está no caminho da estabilidade e do crescimento económico. O trabalho está apenas a começar”, declarou.

Realçou ainda que a Guiné‑Bissau voltou a ser um parceiro credível, afirmando que as reformas “não são apenas uma opção, mas uma obrigação”, porque, segundo frisou, “não há desenvolvimento sem disciplina”.

“Estamos a proteger o presente e a preparar o futuro. Se me perguntassem se a Guiné‑Bissau continua dependente do FMI, a minha resposta seria sim, mas com uma diferença fundamental: hoje somos um parceiro ativo, não passivo. Somos um parceiro que define prioridades e executa reformas”, concluiu.

Por: Aguinaldo Ampa

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