As coligações API–Cabas Garandi e PAI–Terra Ranka acusam o primeiro‑ministro da Transição, Ilídio Vieira Té, de distorcer a realidade sobre a situação de figuras políticas na Guiné‑Bissau.
Em comunicado de imprensa consultado por O Democrata, as duas alianças consideram “inaceitável” qualquer tentativa de manipulação da opinião pública nacional e internacional, contestando a afirmação de que Fernando Dias da Costa, ex‑candidato presidencial, seja um “cidadão livre”.
Segundo o documento, Fernando Dias da Costa terá sido alvo de “atos abusivos e arbitrários”, incluindo a sua permanência forçada na Embaixada da Nigéria e restrições à sua liberdade na própria residência. Tais situações, no entendimento das coligações, configuram violações dos princípios do Estado de Direito.
As coligações rejeitam igualmente a alegação de que Domingos Simões Pereira, presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), esteja sujeito a um processo regular no Tribunal Militar. Sustentam que o dirigente político foi privado de liberdade em condições consideradas ilegais e sem qualquer decisão judicial.
De acordo com o comunicado, estes factos ocorrem num contexto político marcado por alegadas irregularidades associadas a um suposto golpe de Estado, que envolveria o chefe de Estado deposto, Umaro Sissoco Embaló, e as autoridades de transição.
As organizações políticas acusam ainda Ilídio Vieira Té de recorrer a “manobras divisionistas” com o objetivo de confundir a opinião pública, rejeitando as suas declarações sobre eventuais contactos com Fernando Dias da Costa.
No documento, as coligações apelam ao Alto Comando Militar, liderado pelo general Horta Intá, bem como às forças de defesa e segurança, para que cessem quaisquer restrições impostas aos líderes políticos, defendendo a plena garantia da liberdade de expressão e de circulação para todos os cidadãos.
Por fim, condenam o que classificam como o uso de “falsidades” no debate político e reafirmam o compromisso com a verdade, a justiça, o respeito pelos direitos humanos e a reposição da legalidade democrática na Guiné‑Bissau.
Por Tiago Seide





















