O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Guiné-Bissau chegaram a acordo sobre as medidas a adotar pelo país africano para o desembolso de mais 1,6 milhões de dólares (1,37 milhões de euros), informou hoje a organização monetária.
A tranche, explica o FMI em comunicado, corresponde à décima primeira revisão do acordo de concessão de crédito à Guiné-Bissau celebrado em janeiro de 2023 e que se prolonga até ao final de 2026.
O Fundo Monetário Internacional informou que uma equipa da instituição, liderada por Niko Hobdari, chefe de missão da Guiné-Bissau, realizou discussões em Bissau de 21 a 29 de abril sobre as políticas macroeconómicas para a décima primeira revisão do acordo.
Depois da aprovação pelo Conselho Executivo do FMI, a Guiné-Bissau terá acesso a cerca de 1,6 milhões de dólares (1,37 milhões de euros), elevando para 52,8 milhões de dólares (45 milhões de euros) o total de desembolsos ao abrigo do acordo, desde 2023.
O FMI explica, no comunicado, que o acordo alcançado para a décima primeira revisão “reflete forte desempenho do programa e compromisso contínuo das autoridades com políticas macroeconómicas prudentes, disciplina fiscal e reformas estruturais voltadas para preservar a estabilidade macroeconómica e apoiar o crescimento inclusivo”.
A equipa do Fundo que esteve em Bissau concluiu que “todas as metas do programa para o final de março de 2026 foram alcançadas”, especificando que as autoridades guineenses “atenderam a todos os critérios quantitativos de desempenho, metas indicativas, marcos estruturais, bem como todos os critérios de desempenho contínuo até agora, refletindo o compromisso contínuo com a agenda de reformas”.
O FMI estima que o crescimento económico do país em 2025 “tenha permanecido forte em 5,8%, apoiado por uma produção agrícola robusta, especialmente exportações de caju, e sólidos investimentos privados”.
A perspetiva para 2026 é de que o crescimento deve ser mais moderado face “a um ambiente externo mais desafiador, incluindo preços globais mais altos dos combustíveis relacionados ao conflito no Oriente Médio e possíveis interrupções na campanha de caju devido a restrições de produção e logística”.
O FMI indica que Bissau permanece empenhado em alcançar a meta de superavit primário doméstico “por meio do fortalecimento da mobilização de receitas e da rigorosa priorização de gastos”.
O Fundo destaca que as autoridades guineenses estão empenhadas “em reforçar a administração tributária, endurecer o controlo de despesas, fortalecer a gestão de dívidas e preservar a confiança dos investidores”, juntamente com as reformas estruturais em curso no país.
A equipa do FMI reuniu-se, em Bissau, com o primeiro-ministro de transição e ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, com o diretor nacional do BCEAO (Banco Central dos Estados da África Ocidental) e com outros altos funcionários do Governo, além de representantes de empresas do setor público e parceiros bilaterais e internacionais.
Fonte: Lusa





















