O Coordenador Adjunto do Projeto “Adaptação e Escalabilidade da Qualidade do Ensino Infantil na Guiné-Bissau”, Alfredo Gomes, revelou que a situação do sistema educativo é ainda mais grave no ensino pré-escolar, destacando que “apenas 22% das crianças guineenses têm acesso ao pré-escolar”.
Alfredo Gomes falava esta quinta-feira, 21 de maio de 2026, à imprensa, à margem de uma sessão de restituição do estudo intitulado “Adaptação e Escalabilidade da Qualidade do Ensino Infantil na Guiné-Bissau”, realizado entre junho e dezembro de 2025 em todo o território nacional.
O evento foi promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP).
O encontro teve como objetivo a apresentação, discussão e validação dos resultados do estudo conduzido pelo INEP, em parceria com o Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, a UNICEF e a Rede Nacional das Associações de Jardins de Infância da Guiné-Bissau.
Na sua intervenção, Alfredo Gomes alertou que o sistema educativo do país enfrenta desafios em vários aspetos, nomeadamente na formação contínua e inicial dos professores, na disponibilização de manuais escolares, nos programas curriculares, bem como nas infraestruturas.
Segundo o responsável, o ensino pré-escolar está a funcionar num contexto “completamente informal”, uma vez que o programa curricular abrange crianças dos cinco aos seis anos, mas não é aplicado de forma estruturada.
De acordo com Gomes, a situação está relacionada com a falta de infraestruturas adequadas e outras condições adversas, estando ainda longe de responder aos padrões internacionais de ensino infantil.
O especialista defendeu a adoção urgente de políticas públicas consistentes e consolidadas que permitam enfrentar estes desafios e melhorar o ensino pré-escolar na Guiné-Bissau.
Apesar do cenário, Alfredo Gomes manifestou confiança de que, no final do processo de validação do estudo, serão apresentadas recomendações que permitam ao Ministério da Educação, parceiros e demais intervenientes unirem esforços em prol de um ensino de qualidade no país.
Por: Carolina Djemé





















