O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, manifestou esta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, esperança numa rápida resolução da crise política na Guiné-Bissau, permitindo o regresso do país à plena participação nas atividades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Durante o colóquio “CPLP 30 anos: Uma Comunidade de Língua e de Futuro”, realizado em Lisboa, o chefe da diplomacia portuguesa afirmou que a Guiné-Bissau continua a ser uma preocupação para a organização.
“Dito isto, eu queria dizer que nós, na CPLP, e vou dizê-lo expressamente, sem nenhum problema, temos hoje uma preocupação que é a Guiné-Bissau”, declarou.
Paulo Rangel lamentou que o país continue suspenso das atividades da comunidade lusófona, sublinhando que Portugal e os restantes Estados-membros gostariam de ver a Guiné-Bissau novamente representada nos fóruns da organização.
A Guiné-Bissau encontra-se suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro daquele ano, que interrompeu o processo eleitoral. A suspensão deverá manter-se até à reposição da ordem constitucional.
As eleições gerais estavam marcadas para 6 de dezembro de 2026, mas o Governo de Transição anunciou esta quinta-feira que não existem condições para a sua realização na data prevista.
Apesar do atual impasse político, Paulo Rangel mostrou-se confiante nos esforços diplomáticos em curso e na possibilidade de um entendimento que permita ultrapassar a crise.
“Estamos esperançados que este diálogo vai produzir frutos a prazo”, afirmou.
Dirigindo-se ao povo guineense e às atuais autoridades, o ministro reiterou a vontade de Portugal e da CPLP de ver a situação resolvida o mais rapidamente possível.
“Queremos mesmo ultrapassar esta situação o mais depressa possível. E temos a certeza de que isso vai ser conseguido”, concluiu.
Por: redação
O Democrata/ Lusa


















