ELEITORES GUINEENSES LANÇAM HOJE NOVO NAVIO DE DEMOCRACIA NO RIO GEBA

ELEITORES GUINEENSES LANÇAM HOJENOVO NAVIO DE DEMOCRACIA NO RIO GEBA

Os 775. 508 eleitores guineenses ocorreram hoje pelas cinco da madrugada para votar com intuito de virar a página da história de recorrente instabilidade política e social que o país de Amilcar Cabral viveu, sobretudo, nas últimas duas décadas. A ânsia dos guineenses de empurrar para o rio Geba o novo navio da democracia e de instabilidade é de tal ordem que o sono não conseguiu vencer quase ninguém na noite sábado para domingo. As cinco horas os membros de Mesas deAssembleias de Votos (MAV) já se faziam os últimos acertos para abertura as sete horas e nessa altura já havia também os eleitores preparados para serem os primeiros a votarem.

“Hoje vamos empurrar o novo navio da história da democracia nacional ao Rio Geba para que a Guiné-Bissau regresse ao convivio das Nações democráticas da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), da Comunidade Económica dos Estados da África ocidental (CEDEAO) e do mundo em geral.Esta era o discurso dos guineenses em várias Mesas de Assembleias de Votos; também quem se considere dia de hoje como a segunda independência da Guiné-Bissau. Com execeção de algumas pequenas irregularidades, algo insingnificante no compito global do processo, os guineenses votaram, como sempre,mostrando o seu civismo no ato eleitoral de ontem em todo o território nacional. Aliás, o civismosempre prevaleceu desde a campanha eleitoral em que os apoiantes dos candidatos se cruvazam nas ruas de Bissau e nas regiões quase em abraços.

Em todas as eleições sempre foi assim. O grande osso duro de roer dos eleitores guineenses sempre foi a aceitação ou não dos resultados saídos das eleições gerais pelos candidatos. É neste capítulo que a democracia guineense se vascila por todos os lados. Mas, desta vez os eleitores guineenses, em particular, na capital do país estão convictosem como todos os candidatos tinham assinado um código de conduta de que aceitariam os resultados saídos das urnas do escrutínio de hoje para o bem-estar do povo e da Nação guineense.

Aliás, os vários candidatos às legislativas e presidenciais espelharam esta mesma ideia dos eleitores de que é hora recuperar a imagem perdida do país a nível internacional. Para isso, é necessário depois do escrutínio, unidos guineenses em prol do desenvolvimento da pátria de Amilcar Cabral.

 

DOMINGOS SIMOES PEREIRA

PEREIRA“Estou tranquilo porque houve uma grande afluência dos guineenses junto das MAV, porque todos compreenderam que votar é um previlégio mas também é uma responsabilidade, tendoem conta que depois de dois anos do processo de transição este o momento de retorno a ordem constitucional e democrático era muito esperado pelo povo guineense” defendeu Domingos Simões Pereira o candidato do Partido Africano para a Independencia da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que considera a votação de ontem como uma restuaração do processo democrático que fora interrompido em 12 de Abril. Para isso, espera que as instituições que sairem das eleições de hojesejam as instituições respeitadas por toda gente que deve contribuir para que estas possam comprir para com o seu mandato.

“Nós temos que compreender que a regra de jogo é esta: Quatro em quatro anos para legislativas e cinco em cinco anos para as eleições presidenciais, os cidadãos deste país com a idade de eleitor devem ser chamados para avaliarem o mandato dos que estiveram no poder e oportunidade ou não de escolher outrosdirigentes”, defendeu Simões Pereira, acrescentando “é bom compreendermos bem esta regra para que todos nós podermos estar em condições de observância da regra”.

O candidato do PAIGC que está confiante na vitória do seu partido volta a defender que a primeira prioridade do seu partido depois da vitória é a inclusão e diálogo. Nas suas palavras “se fomos capaz de mobilizar toda sociedade guineense a favor de um projeto de diálogo e de inclusão em que ninguém se sinta excluida, estaremos mais próximo do sucesso”, sublinhando de seguida “espero que os resultados destas eleições corresponderão as expetativas que o povo guineense tem vindo a manifestar de que colocar no PAIGC e nos seus candidatos as legislativas e presidenciais a oportunidade de colocarem a Guiné-Bissau noutro patamar de desenvolvimento económico e Sacial”, concluiu.

 

ABEL INCADA

ABELPara o candidato do Partido da Renovação Social (PRS) Abel Incada considerou que o ato eleitoral de hoje é uma mudança e que está confiante na sua vitória porque o seu partido é uma máquina que fez ao longo da campanha um trabalho que traduzirá em sua vitória nas presidenciais.

“Estou confiante na minha vitória porque a estrutura de base do meu partido é uma máquina que fez um trabalho no terreno cuja vitória será confirmado ainda esta semana com os resultados que serão anunciados pela Comissão Nacional das Eleições”, afiançou Abel Incada.

PAULO GOMES

PAULO EXIBIR DEDOO candidato independente Paulo Gomes também disse estar confiante na sua vitória e agradeceu a Deus, a todos que associaram à sua candidatura e aos combatentes da liberdade da pátria que perderam vida para que os guineenses possam votar hoje, recordando que atualmente há mais países democráticos em África do no passado. “É bom lembrarmos a caminhada que nos levou hoje a poder votar como guineense”.

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