EDITORIAL: LIVRO DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

Os guineenses colocaram, no dia 18 de Maio de 2014, ponto final na “lenga-lenga” da tão propalada transição política que durou dois anos com vicissitudes de inqualificáveis histórias mal contadas, com boatos e especulações, à mistura, que deixam um jornalista à beira de um ataque de nervos. Porque, por vezes, os homens dos média são manipulados de tal ordem que até os mais atentos caem nas ciladas de semiose discursiva de peixe ou de carne política que “N´Hayes de gravatas” vendem nos contentores de vinhos e de petiscos espalhados um pouco por todo o país.

Com o fim desta maldita transição de má memória para qualquer guineense, abrimos o livro de Domingos Simões Pereira, um jovem engenheiro de mãos limpas e que está acima de qualquer suspeição na vida política nacional. É um jovem recém-eleito Primeiro-Ministro que pensa e age pela sua própria cabeça e não pela subordinação as ideias de N´Hayes de gravatas e dos Ministros de campanhas eleitorais que gravitam em todos os partidos políticos nacionais.

O Engenheiro Domingos Simões Pereira está consciente dos desafios que tem pela frente. Por isso, deve, desde já, pedir aos tronqueiros de Xitole ou de Morés para o arranjar um barrote de tronco para fazer os caloteiros e desordeiros deste país a cumprirem o código de postura nacional. Porque o país não pode continuar nesta balburdia de desorganização sem cumprimento de código de postura nacional.

No livro do Engenheiro Domingos Simões Pereira, salvador do povo, deve emergir uma nova cidade de Bissau, limpa como a capital, de um país de cidadãos dignos de nome e a imagem de uma Nação. Não deve deixar a cidade de Bissau, o nosso bilhete de identidade, se transforme em sítios de vender tudo e de lavar carros. É uma vergonha nacional ver Avenida Amílcar Cabral, a principal avenida da nossa capital, coberta de Camião-Tir e das mulheres a vender até as barbas do Palácio da República e nos Gabinetes dos Dirigentes do partido libertador da pátria.

No novo livro do governo de Engenheiro Domingos Simões Pereira não há espaço para escrever esta história de Bissau de balburdia que não nos dignifica como cidadãos de um país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO). Para os estudiosos da Ciências de Comunicação, o desenvolvimento é uma prática. Ou seja, se quisermos entender melhor, civilização é a prática. Portanto, é preciso que, o Engenheiro Domingos Simões Pereira, deixe estabelecido claro no seu livro um código de postura nacional que deve ser praticado e respeitado por todos cidadãos nacionais.

No livro do Engenheiro Domingos Simões Pereira devemos condenar todos aqueles que assumem postura tribal e religiosa para acolher dividendo pessoal. No livro do novo Primeiro-Ministro não deve haver “lopés” e “fundinhos”, membros do PAIGC e/ou do PRS ou vingar um porque é golpista. Neste novo livro de governação devemos ser todos tratados, como Amílcar Cabral nos tratava, como guineenses que, efetivamente, somos.

Como homem de Ciência de Comunicação, estamos convencidos de que o Engenheiro Domingos Simões Pereira saberá distinguir, no processo de gestão de dados, a informação e o conhecimento. Porque as duas coisas não são sequer sinónimos. A gestão de informação, sobretudo, como nós guineenses pensamos, será fundamental para Engenheiro Domingos Simões Pereira mobilizar todas pessoas em torno de um projecto nacional para o desenvolvimento da nossa Nação.

Se o Engenheiro Domingos Simões Pereira não gerir bem a informação que lhe chega, diariamente, às mãos corre série riscos de cair nas redes de tribalismo que tem vindo a fustigar o país desde abertura democrática. Para muitas pessoas que convém fomentar o tribalismo, porque só assim é que conseguirão acolher dividendo pessoais, escondendo a sua incompetência por detrás da raça ou de partido. Só acabando com essa prática de incompetência Nacional de “N´Hayes de gravatas” e dos Ministros de campanha eleitorais que lançam boatos de carris tribal, que Engenheiro Domingos Simões Pereira mobilizará todos os guineenses para o desenvolvimento da nossa querida pátria, Guiné-Bissau.

No livro do Engenheiro Domingos Simões Pereira não existirá tribalismo, raça nem vingança ou espancamento dos guineenses, por não pensarem na mesma cartilha do novo Primeiro-Ministro.

 

António Nhaga

Diretor-Geral

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