FADIA ANUNCIA QUE ATÉ PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2022 O PAÍS PODERÁ TER UM PROGRAMA COM FMI

O ministro das Finanças, João Alage Mamadu Fadia, anunciou que até o primeiro trimestre de 2022, o país poderá ter um programa associado ao financiamento normal com o Fundo Monetário Internacional (FMI). 

O governante fez este anúncio no final dos trabalhos do primeiro dia da reunião com uma missão virtual do corpo técnico do FMI, que decorre de 28 de abril a 12 de maio de 2021.

Os técnicos do FMI reúnem-se com as autoridades nacionais, por videoconferência, para discutir um programa de monitoramento, cobrindo o período que vai de junho a dezembro de 2021. Segundo o ministro das Finanças, a execução do programa terá três revisões, nomeadamente: setembro e dezembro deste ano e em maio de 2022.

“Se essas avaliações forem satisfatórias, a Guiné-Bissau passará a beneficiar de um programa de facilidade de Crédito alargado, que normalmente é suportado financeiramente pelo Fundo Monetário Internacional”, disse Mamadu Fadia.

Questionado se a presença do FMI terá a ver com cumprimento das orientações do organismo financeiro internacional, o ministro das Finanças referiu que há condições para discussão com FMI e porque também há um governo que quer estabelecer um programa com FMI, lembrando que as economias frágeis como a da Guiné-Bissau precisam sempre de um acompanhamento do FMI.

“Porque enquanto catalisador, cria confiança a vários parceiros doadores e instituições multilaterais, por exemplo, para que outras instituições financeiras internacionais venham apoiar a Guiné-Bissau, nomeadamente: o Banco Mundial, o Bando Africano de Desenvolvimento, a União Europeia… Porque essas instituições precisam ter informações claras de que as suas contribuições, as ajudas orçamentais serão bem gastas”, assinalou.

O Fundo Monetário Internacional suspendeu o seu programa com a Guiné-Bissau desde 2018, há três anos, na sequência do incumprimento de algumas metas estabelecidas com essa organização financeira internacional e quando um país fica muito tempo sem ter programa com FMI passa por um período de testes, antes de estabelecer novamente um programa normal com FMI.  

Durante o encontro de duas semanas, a equipa do FMI vai analisar com as autoridades nacionais a evolução da económica e financeira recente do país, com destaque para a gestão das finanças públicas e a execução orçamental do ano económico 2020 e previsões para 2021, bem como a execução do primeiro trimestre.

Ora, para fazer face às consequências da Covid-19, a Guiné-Bissau precisa de um financiamento de 50% de 20 milhões de dólares da sua quota, desembolsados nos finais de janeiro último. Para este ano, 2021, o país prevê um crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 4, 7%. Os trabalhos da missão virtual do FMI terminam com um memorando de compromisso que será assumido pelas autoridades nacionais.

Por Filomeno Sambú

Foto: F.S

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