O Ministro da Indústria, Transformação e Promoção dos Produtos Locais, Florentino Fernando Dias, anunciou a implementação do sistema de qualidade dos produtos e serviços locais.
Florentino Dias, que falava esta terça-feira, 14 de outubro de 2025, por ocasião do Dia Mundial da Normalização, que este ano decorre sob lema: normas para um mundo melhor, disse que a Guiné -Bissau ainda enfrenta desafios no setor produtivo, nomeadamente a elevada taxa de informalidade, a insuficiência na formação técnica dos produtores locais e a limitação de certificação dos produtos.
Apesar desses desafios, o governante anunciou que estão em curso os esforços para alterar o status quo da qualidade da produção, razão pela qual será implementado o eixo estratégico para o crescimento económico do país.
O Ministro da Indústria, Transformação e Promoção dos Produtos Locais informou que o governo vai reforçar o serviço da normalização, adotando mais recursos humanos, técnicos e logísticos para uma boa qualidade , com objetivo de desenvolver as normas nacionais adaptadas à realidade guineense, sobretudo nos setores de cajú, das pescas, das frutas, de legumes, de materiais de construção, dos produtos minerais , das madeiras, dos produtos transformados, óleo farinha e sabão.
Segundo Florentino Dias, a iniciativa visa promover ações que conduzam às iniciativas de certificação, rotulagem e embalagem dos produtos locais, como também criar um selo nacional de qualidade, promover a competitividade e acessibilidade aos produtos nacionais, aos serviços e aos produtores, com base em boas práticas e aplicação consciente e sustentável das normas para acesso aos mercados mais importantes a nível regional e internacional.
”Para isso vamos promover campanhas de educação e sensibilização sobre a importância das normas, especialmente junto dos jovens e mulheres, nas escolas técnicas , nas cooperativas e nas associações comunitárias”, defendeu e disse que com o recurso à normalização, pode-se garantir a segurança dos produtos de qualidade reconhecida e proteger os consumidores de práticas prejudiciais ou enganosas e fortalecer a confiança nos produtos locais e de igual modo facilitar o comércio com países da Comunidade Económica dos Estados da Ocidental (CEDEAO) e a UEMOA – União Económica Monetária Oeste Africana, e outros parceiros internacionais.
A outra aposta, segundo o governante , será promover e a inovação e a transformação da produção artesanal em cadeia de valor sustentável.
Finalmente, convidou a população em geral e as instituições, em especial, a apostarem na implantação do sistema de qualidade na Guiné-Bissau, para construir um futuro onde a qualidade será a marca nacional.
Por: Jacimira Segunda Sia





















