CERCA DE 50 ABUTRES ENCONTRADOS MORTOS EM MANSOA  

A Organização para a Defesa e Desenvolvimento das Zonas Húmidas (ODZH) denunciou um caso de morte em massa de abutres no setor de Mansoa, na bolanha de Cussana, região de Oio.

As suspeitas apontam para um possível “envenenamento deliberado” destas aves, bem como de outras espécies encontradas mortas no mesmo local.

A denúncia foi feita esta quinta-feira, 21 de maio de 2026, pelo vice-presidente da organização, Joãozinho Sá, que liderou uma equipa da ODZH que se deslocou ao terreno para uma missão de constatação.

Segundo este especialista, foram encontrados cerca de 50 cadáveres de abutres, além de outros animais mortos nas plantações.

De acordo com Joãozinho Sá, os indícios recolhidos no local levantam suspeitas de crime ambiental, possivelmente associado ao uso de partes do corpo dos abutres em práticas ou rituais tradicionais.

A organização anunciou ainda que vai proceder à remoção das carcaças das bolanhas para uma zona de planalto, com o objetivo de evitar a contaminação das áreas agrícolas durante o período chuvoso.

A ODZH alerta que a eliminação destas aves representa uma séria ameaça à biodiversidade e à saúde ambiental, tendo em conta o papel fundamental que os abutres desempenham no equilíbrio ecológico, especialmente na limpeza do ambiente e na prevenção de doenças através da remoção de carcaças de animais.

Casos semelhantes já foram registados no país. Em 2020, foi denunciada a morte de mais de dois mil abutres na Guiné-Bissau.

Em dezembro de 2022, o Tribunal Provincial do Norte, em Bissorã, condenou um cidadão da Guiné-Conacri a quatro anos e dois meses de prisão efetiva pelo abate ilegal e envenenamento de 50 abutres.

O caso ficou marcado como o primeiro julgamento e condenação por crime ambiental registado no país.

Por: Redação

O Democrata / Sol Mansi

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *