O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Hong Lei, afirmou que, para enfrentar os desafios globais atuais, a China tem apresentado propostas e soluções destinadas a reduzir as disparidades de desenvolvimento, preservar a paz duradoura, promover a aprendizagem mútua entre civilizações e melhorar a governação global.
“Para abordar as questões cruciais do nosso tempo, o Presidente Xi Jinping apresentou a visão de construir uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade, bem como quatro iniciativas globais. Esta visão e estas iniciativas apontam o rumo para responder às transformações sem precedentes deste século e enfrentar os desafios globais, oferecendo propostas e soluções da China para reduzir as desigualdades de desenvolvimento, preservar a paz duradoura, promover a aprendizagem mútua entre civilizações e reforçar a governação global”, afirmou Hong Lei.
O governante discursava esta quinta-feira, 21 de maio de 2026, na cerimónia de abertura do Programa de Comunicação Internacional da Imprensa da China, destinado a jornalistas estrangeiros de várias regiões do mundo. O evento teve lugar no anfiteatro da Faculdade de Jornalismo e Comunicação da Universidade Renmin da China, em Beijing.
CHINA QUER FORTALECER LIGAÇÃO COM MÍDIA DO SUL GLOBAL
O programa, realizado em colaboração com o Centro de Relações Públicas da China (CIPCC) e a Associação de Diplomacia Pública da China (CPDA), constitui uma plataforma de cooperação prática entre organizações de comunicação social chinesas e entidades dos mercados emergentes e países em desenvolvimento, especialmente do Sul Global. O objetivo é proporcionar aos jornalistas estrangeiros uma compreensão mais abrangente e aprofundada da China.
Este ano, participam 98 jornalistas e criadores de conteúdo de 90 países, incluindo África, Ásia-Pacífico, América Latina e Caraíbas, Europa de Leste, Rússia e países árabes.
Ao presidir à cerimónia, Hong Lei afirmou que, nos últimos anos, a modernização chinesa tem despertado crescente interesse nos países do Sul Global, que procuram conhecer melhor o desenvolvimento, a filosofia e o sistema do país.

“Neste contexto, criámos o CIPCC com o objetivo de abrir uma janela para a China e construir uma ponte de ligação com os media dos países do Sul Global”, destacou o diplomata.
O responsável sublinhou ainda os avanços socioeconómicos do país, salientando a expansão da abertura económica, a consolidação da China como maior exportador mundial e os progressos no combate à pobreza.
“A pobreza extrema foi erradicada, foi estabelecido um sistema de segurança social com ampla cobertura e a esperança média de vida atingiu os 79,25 anos”, afirmou.
Hong Lei destacou igualmente o crescimento da manufatura de alta tecnologia e de setores emergentes, como a inteligência artificial, os veículos de novas energias e a robótica industrial.
O vice-ministro manifestou confiança na capacidade da China continuar a gerar oportunidades globais, afirmando que o país permanecerá um motor relevante do crescimento mundial.
“Reunimo-nos aqui hoje para semear uma semente de esperança e esperamos reencontrar-nos dentro de três meses para colher os frutos da compreensão e da cooperação”, concluiu.
Por sua vez, a presidente da Universidade Renmin da China, Ma Huaide, sublinhou o papel dos jornalistas enquanto “olhos e ouvidos do mundo”, destacando a sua função na promoção da verdade e na construção de pontes entre culturas e nações.
Segundo a responsável, o ecossistema global da comunicação está a atravessar mudanças profundas, marcadas tanto pela crescente conectividade impulsionada pela tecnologia como por divisões cognitivas associadas a conflitos geopolíticos e à proliferação de bolhas informativas.
“A Universidade Renmin da China atribui grande importância à comunicação internacional e à aprendizagem mútua entre civilizações, promovendo ativamente o intercâmbio entre académicos, estudantes e profissionais da comunicação, chineses e estrangeiros”, afirmou.
Em representação dos participantes, a jornalista Nadége Yameogo destacou que o programa vai além de uma simples formação profissional, constituindo uma oportunidade de aprofundar o diálogo intercultural e fortalecer a compreensão entre nações.

“Para jornalistas e influenciadores de países emergentes e em desenvolvimento, este programa representa uma oportunidade única de observar, aprender, reportar e partilhar perspetivas que enriquecem a prática jornalística e contribuem para um jornalismo mais equilibrado e informado”, disse.
Por: Assana Sambú, Beijing





















