O Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, destituiu o Primeiro‑Ministro, Ousmane Sonko, por decreto presidencial, nesta sexta‑feira, 22 de maio de 2026.
O afastamento abrupto encerra meses de tensões latentes, disputas internas pelo poder e divergências nos mais altos escalões do Executivo. A decisão foi tomada poucas horas depois de um discurso de forte carga simbólica proferido por Sonko na Assembleia Nacional.
Perante os parlamentares, o então Primeiro‑Ministro reconheceu publicamente desentendimentos com o Chefe de Estado, chegando a afirmar que “o presidente cometeu um erro”. Na mesma intervenção, reiterou a sua postura de liderança, declarando ser um Primeiro‑Ministro que “toma decisões sem permissão”.
Nomeado a 2 de abril de 2024, na sequência da transição de poder, Ousmane Sonko deixa o cargo após pouco mais de dois anos à frente do Governo.
O período inicial de colaboração revelou‑se, entretanto, efémero, sendo rapidamente marcado pelas exigências da convivência institucional e pela progressiva afirmação política do Presidente.
A rutura contrasta com o entusiasmo da campanha presidencial de março de 2024, impulsionada pelo influente slogan “Diomaye moye Sonko” (“Diomaye é Sonko”), que simbolizava a união entre os dois líderes.
Fonte: Seneweb





















